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Segundo informações divulgadas pelos sites Inquisitr, Times Colonist e Chek News, uma mulher canadense sobreviveu [VIDEO] milagrosamente a uma tentativa de suicídio depois ser diagnosticada com uma "doença terminal" – somente para descobrir que não estava enferma "coisíssima nenhuma".

Em março deste ano, Mya DeRyan (52), que trabalha em uma galeria de arte em Vancouver, foi ao médico para tentar entender por que estava sentindo dores crônicas na cabeça, no abdômen e náuseas. Para seu choque, ela recebeu a notícia de que possuía uma doença letal que acabaria tirando sua vida em breve.

Mya é cética com relação aos procedimentos terapêuticos empregados pela medicina ocidental, e se apegando às suas convicções decidiu não tratar a sua enfermidade, estabelecendo ainda que morreria "em seus próprios termos" – em outras palavras, cometeria suicídio.

A artista canadense, que usa escamas de peixes mortos para produzir gravuras (técnica originária do Japão conhecida como gyotaku) contou o pretendia fazer ao seu filho, Darby Peterson – que a apoiou em seu desejo final –, e também passou esta informação para amigos e familiares através de um vídeo postado no Facebook. Assim, estava tudo decidido: como forma de manter uma conexão com o meio do qual os seres vivos utilizados em seu trabalho provinham, a mulher [VIDEO] resolveu morrer se jogando nas águas congelantes do Estreito da Geórgia, que separa a Ilha de Vancouver da província da Columbia Britânica.

Tentando o suicídio

Foi então que, no dia 30 de outubro, Mya DeRyan colocou seu plano em ação. Primeiramente, ela deixou um bilhete de despedida para o filho, e depois pegou a balsa Queen of Cowichan, que faz a travessia entre a Baía de Horseshoe e a cidade de Nanaimo.

No meio do caminho, a mulher foi até uma parte isolada da embarcação, tirou suas roupas, empilhou-as e pulou calmamente na água.

Mya só não esperava que alguém a testemunhasse saltando, e um alarme foi acionado. Ela até viu uma pessoa lançar uma boia salva-vidas, mas como queria morrer, nadou para longe da balsa.

Equipes de buscas foram prontamente chamadas, e iniciou-se uma extensiva procura que durou cinco horas seguidas.

Durante aquele tempo, a canadense ficou silenciosamente flutuando de costas, meditando e fazendo um exercício de respiração, e pôde assistir os esforços desesperados que os socorristas faziam para tentar localizá-la.

Sobrevivência milagrosa

As equipes de salvamento encontraram Mya quando já estava escurecendo, e ela foi levada às pressas para a ala de terapia intensiva do Hospital Geral de Vancouver (Vancouver General Hospital), onde chegou com a temperatura corporal de 31°C – praticamente seis graus abaixo do normal –, o que configurava um quadro potencialmente letal de hipotermia.

Somente o fato de a mulher ter sobrevivido a tanto tempo dentro da água gelada – normalmente, uma pessoa não resistiria a uma permanência maior do que a de três horas imersa na região do incidente, onde a temperatura aquática varia entre 7°C e 14°C – deixou os técnicos de busca e resgate chocados.

Milagrosamente, Mya deixou o hospital uma semana após o ocorrido, mas o fato mais espantoso ainda estava por vir: depois de tudo o que passou, ela descobriu que seu diagnóstico prévio de "doença terminal" estava totalmente errado.

Nesta semana, a canadense agradeceu às pessoas que a salvaram, e afirmou que se sente "muito abençoada".

Além disso, ela voltou a trabalhar na galeria de arte situada na cidade de Ladysmith, e mesmo não sendo religiosa, acredita que "os fatores que se alinharam" para mantê-la viva na água eram sinais de que aquela não era a hora na qual ela devia morrer.