De acordo com o Mail Online, uma mulher do Paraguai precisou se submeter a cirurgias reconstrutivas no rosto após ter sido exaustivamente espancada pelo próprio marido. O homem, muito ciumento, agredia a esposa toda vez que uma foto ou mensagem postada no Facebook dela recebia uma "curtida" por parte de amigos.

A vítima das surras tem 21 anos de idade, se chama Adolfina Camelli Ortigoza e é da cidade de Nemby, perto de Asunción. O esposo, Pedro Heriberto Galeano (32), a prendeu contra a vontade dela na residência que o casal compartilhava, e enquanto a paraguaia estava encarcerada, apanhou repetidamente de seu cônjuge.

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Para piorar a situação, e não satisfeito em desferir socos e chutes violentos na esposa quando ela mesma fazia as suas postagens na mídia social, Galeano decidiu assumir o controle do perfil virtual de Adolfina. A partir de então, ele próprio começou a enviar imagens para o Facebook da mulher, e continuou espancando-a conforme as "curtidas" apareciam nas fotos.

Corpo destruído

Segundo o advogado da vítima, Arnaldo Martinez, os amigos da jovem não tinham a menor ideia do martírio pelo qual a faziam passar cada vez que expressavam ter gostado de alguma publicação.

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Na terça-feira (28), o defensor jurídico de Adolfina comentou sobre a extensão das injúrias físicas sofridas por sua cliente. Martinez afirmou que a boca da mulher ficou "toda quebrada" (a paraguaia só não perdeu os dentes porque o agressor colocava um pano na boca dela para que seus gritos não fossem ouvidos por possíveis testemunhas), e ela sofreu muitos machucados pelo corpo – em algumas dessas partes atingidas, inclusive, a pele da jovem teria chegado a ficar "pendurada" por causa dos sucessivos golpes.

O advogado revelou também que Pedro Heriberto Galeano assumiu o controle de outras redes sociais de Adolfina além do Facebook, e o homem a agredia alegando que os amigos que davam as "curtidas" no material virtual estariam mantendo um caso amoroso com sua esposa.

Denunciado pelo pai

Os maus tratos foram descobertos depois que o pai de Galeano denunciou seu próprio filho às autoridades locais. O parente do atacante tomou esta decisão depois da última surra que Adolfina sofreu, pois achou que a nora acabaria morrendo devido à extrema violência pela qual passou.

De acordo com relatos, a mulher estava tão desfigurada que não pôde reconhecer seu próprio rosto em fotos que foram tiradas após os espancamentos e mostradas a ela.

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Adolfina passou por cirurgias nas quais seu septo nasal e lábios foram reconstruídos, e Galeano foi detido sob as acusações de feminicídio (crime de ódio baseado em gênero), privação de liberdade e coesão – delitos que, somados, podem lhe render até 30 anos de detenção.

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