Pedro Pablo Kuczynski inicia sua defesa. Ele está sendo sancionado a um processo de Impeachment, que iniciou nesta quinta-feira (21). O motivo: confissões da empreiteira relativos a propinas grandiosas recebidas por ele.

Acusações contra o 'kambista'

O presidente já estava sendo alvo há bastante tempo de ataques da oposição ao seu partido (Peruanos Por el Kambio - PPK) e ao seu governo.

Mas foi no dia 19 de dezembro que a situação 'apertou' para ele: a Odebretch levou à tona pagamentos milionários a empresas em que, em maioria, o único funcionário era o próprio presidente.

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Em pouco tempo, a oposição se organizou e lançou protestos massivos contra Kuczynski, desestabilizando ainda mais seu impopular governo.

Defesa do presidente

Pedro se defendeu publicamente no Congresso: "Venho hoje para encarar o país por uma acusação falsa" (via France Presse).

Disse também que as acusações seriam uma ameaça à democracia no país, já que estaria encarando, segundo ele, delações falsas (em palavras do autor).

O presidente alega que as manifestações seriam uma vingança de Keiko Fujimori (líder da oposição) após perder as eleições presidenciais em 2016.

Apoiado ou não pelo governo PPK, emergiu um boato - que pode se confirmar como fato - de que Fujimori teria votado a favor da empreiteira em 2008. Ela também é investigada por uma delação de Marcelo Odebrecht, que afirma o recebimento de 'caixa dois' pela mesma.

A investigação contra Keiko pode ser uma reviravolta na história, visto que seria controverso uma crítica a atitude do presidente.

Como ocorrerá o processo

Depois de ouvir a totalidade das alegações em sua defesa, o Congresso determinará uma votação, pela ocultação de empresas vinculadas a ele, que teriam recebido valores de até 5 milhões de dólares da Odebrecht.

Para que seja legitimamente aprovado o processo de impeachment, são necessários 87 votos a favor no Parlamento, que é composto por 130 legisladores, aproximadamente 67%.

Apesar de tudo, o resultado é quase certo, visto que o processo foi requerido por 93 destes legisladores, alcançando assim, a quota necessária para a aprovação do pedido.

Caso o presidente sofra o processo, quem assumirá o cargo será seu vice, Martín Vizcarra, que já se encontra no país. Kuczynski será mais um das centenas de políticos e empresários citados em delações da Odebrecht por toda a América Latina.

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