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Na ultima terça-feira (11), a Blasting News divulgou a notícia sobre um crime bárbaro que havia acontecido na Rússia [VIDEO] no dia anterior (10), quando um homem identificado como Dmitry Grachyov, de 26 anos de idade, levou sua esposa, Margarita Grachyova (25), até uma floresta situada nos arredores da aldeia de Panikovo, para tentar obter através de tortura uma "confissão" de que a sua mulher estava traindo-o. Como a jovem insistia em afirmar que não vivenciava um caso extraconjugal, o russo esmagou os dedos dela com o cabo de um machado, e em um acesso de fúria, usou a lâmina da ferramenta para amputar ambas as mãos da companheira.

Depois de cometer a barbárie [VIDEO], Dmitry levou a esposa para um hospital e se entregou à polícia.

A mulher precisou passar por uma extensa cirurgia que durou nove horas ininterruptas, onde os médicos do Hospital N°7, situado na cidade de Serpukhov, conseguiram reimplantar apenas a mão esquerda – o membro direito estava tão danificado que foi impossível salvá-lo.

Mais recentemente, conforme informações divulgadas pelo site Mail Online na quinta-feira (14), surgiram novos detalhes sobre o caso, que ajudam a esclarecer o relacionamento que havia entre o casal envolvido no incidente.

Ciúme doentio

Dmitry Grachyov é um psicólogo treinado, e possui dois filhos (meninos de três e quatro anos, respectivamente) com Margarita Grachyova.

Agora se sabe que o casal estava separado há algum tempo, e Margarita havia pedido o divórcio por causa do comportamento agressivo do marido. A mãe dela, Inna Sheikina, revelou que o genro possuía "ciúme patológico" da filha, tendo certeza absoluta de que a esposa o traía – chegando ao ponto de ter exigido que a companheira fizesse um teste usando um detector de mentiras, o qual constatou inocência.

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Mas mesmo assim, o homem estava convencido de que a criança mais nova do casal era fruto de traição.

Em novembro, Dmitry havia levado a mulher para a mesma floresta onde ocorreram as amputações e ali a atacou com uma faca, demandando que ela desistisse de pedir a separação. Além disso, ameaçou jogar ácido no rosto da esposa, e foi então que Margarita uniu forças com Inna, e as duas pediram que ele se afastasse da família.

O russo foi morar com a mãe, mas continuava obcecado com a companheira – tanto que o ataque violento do dia 11 de dezembro ocorreu após Dmitry ter seguido a mulher e a visto ir a um cinema com um amigo de trabalho, ocasião em que as crianças também estavam presentes.

Depois disso, o agressor tentou restabelecer contato se dispondo a ajudar no cuidado com os filhos, acompanhando os meninos quando eles iam à escola, mas então o homem viu as mensagens de texto que Margarita trocava com o seu colega através do celular. Assim, depois que o casal deixou as crianças no jardim de infância na segunda-feira, Dmitry levou a companheira até a floresta e cometeu o ato de extrema violência.

Segundo o Mail Online, o criminoso ficará detido até fevereiro enquanto o inquérito transcorre na justiça, e se condenado o réu enfrentará 15 anos de detenção.

Uma rede te TV local entrevistou Dmitry através das grades de sua cela nesta semana, e a repórter perguntou se ele estava arrependido da "coisa estúpida" que fez. O homem respondeu que "sim", e acrescentou: "Coisa estúpida é uma maneira suave de dizer isso".

Até o momento, os médicos que operaram Margarita não sabem se sua mão reimplantada voltará a funcionar como deveria.