Segundo o site Mirror, Margarita Grachyova – a mulher russa de 25 anos de idade que teve ambas as mãos amputadas pelo próprio marido [VIDEO] ciumento – se reuniu pela primeira vez com os seus filhos desde que foi brutalmente atacada por Dmitry Grachyov (26) em uma floresta situada nas proximidades da aldeia de Panikovo, no Oblast de Moscou. A terrível agressão ocorrida no dia 11 de dezembro foi perpetrada com a utilização de um machado, e Grachyov cometeu o crime após acusar fantasiosamente a esposa, que queria o divórcio, de estar tendo um caso extraconjugal.

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De forma assombrosa, a jovem mãe revelou na sexta-feira (29) que não pretende revelar aos dois garotos que o casal teve durante o relacionamento conturbado de meia década – Dmitry, de cinco anos de idade, e Danil, de três – que foi o pai deles quem decepou seus membros superiores.

Ela tomou esta decisão por não querer que os meninos acabem desenvolvendo sentimentos negativos em relação a Grachyov, e acrescentou que, apesar de tudo, o homem "ainda é o pai deles".

Otimismo e medo

Como os filhos de Margarita Grachyova ainda são pequenos, ela resolveu contar a eles que se machucou em um acidente de carro, e referindo-se a uma prótese, disse aos meninos que passará a ter uma mão de "robô" em seu pulso direito.

Após todo o sofrimento pelo qual passou, a mulher se recusa a ficar abatida, e faz questão de sorrir quando é entrevistada pela mídia local. Além disso, ela já está até respondendo às mensagens de otimismo que recebeu em suas mídias sociais, usando o cotovelo para digitar – e mesmo que a tarefa seja difícil sem as mãos, a russa afirmou que está determinada a replicar todos os textos recebidos.

No entanto, segundo o Mirror, Margarita atacou publicamente a polícia de seu país, argumentando que a corporação não levou a sério as queixas de violência doméstica que ela fez contra o esposo – de acordo com a mulher, quando as reclamações eram feitas, as autoridades simplesmente lhe diziam que aquilo se tratava de "amor" demonstrado pelo marido.

Em relação a Dmitry Grachyov, Margarita revelou que ainda sente muito medo – mesmo que ele possa ser condenado a até 15 anos de prisão pelo seu crime –, já que, apesar de ter alegado em um tribunal que se sentia culpado pelo que fez, o homem teria lhe dito que quando sair da prisão irá matá-la.

Melhorias no estado de saúde

Nesta última semana de 2017, Margarita recebeu alta do assim chamado Hospital Número 71, situado na capital da Rússia, onde ela estava passando por um tratamento. O procedimento foi necessário para complementar a cirurgia na qual uma de suas mãos foi reimplantada – a primeira operação foi realizada no Hospital Número 7, localizado em Serpukhov, onde os médicos puderam salvar apenas o membro esquerdo.

O cirurgião Valery Chichkin, que é chefe do departamento de microcirurgia do estabelecimento médico de Moscou, revelou que a primeira etapa terapêutica de Margarita já foi concluída. No entanto, ele afirmou que a mulher precisará realizar pelo menos mais uma intervenção cirúrgica, na qual todos os raios de metal que ainda estão segurando os ossos da mão nas posições corretas possam ser removidos.

Além disso, Chichkin acrescentou que a paciente ainda terá que passar por um longo período de reabilitação, de modo que a sensibilidade do membro reimplantado seja restaurada.

Felizmente, Margarita está fazendo progressos nesta área, e já consegue mover os dedos.