Segundo o Instituto de Pesquisas Datafolha, cerca de 500 mulheres são vítimas de algum tipo de agressão a cada hora no Brasil. O país, segundo estudos da Organização Mundial da Saúde, OMS, é considerado o quinto país mais agressivo para a população feminina e as formas de ataque crescem cada vez mais.

Xingamentos, humilhações, violência física, atos sexuais, ameaças, restrição a liberdade, manipulação, impedimento ao uso de preservativo, aborto, falas de baixo calão são algumas das diversas formas de agressões a mulher. As mais frequentes são as agressões físicas, morais e psicológicas.

A violência vai além do estupro

A descoberta mais recente foi o chamado “stealthing”, batizado assim pela revista científica norte-americana Columbia Journal of Gender and Law, que se refere a ação do homem retirar o preservativo durante o ato sexual sem que a Mulher perceba.

Outra nova maneira, mas que tem se tornado frequente na sociedade é a ejaculação na frente da mulher, o ato de se masturbar sem o seu consentimento tem se tornado cada vez mais habitual. Uma parte da sociedade masculina alega que, fazer isso satisfaz seu prazer e garante que não lhe trará problemas, uma vez que, fazendo isso não se tem contato direto com o corpo feminino.

Abusos no meio da dança

Uma bailarina de Campo Grande, que atualmente mora no Distrito Federal, relatou em seu Facebook uma série de abusos sofridos durante dois anos por seu professor de dança.

A dançarina conta que durante esses dois anos foi abusada sexualmente, financeiramente, profissionalmente e moralmente pelo seu professor de dança Ewerton César Ferriol, conhecido como Tom Brasil. E também alega não ter sido a única a sofrer os abusos.

Com o sonho de seguir carreira no mundo da dança a jovem participou de uma audição, que passou como bolsista, para começar a dançar para uma dupla sertaneja em que Tom Brasil era o coreógrafo. O professor aproveitava dos ensaios para oferecer aulas particulares as alunas, onde abusava delas. Em outubro deste ano a jovem tomou coragem e iniciativa para denunciar o professor.

“Eu nunca soube, eu fui saber que eu tinha sido abusada eu já morava em Brasília e já tinha passado um ano. Lá eu não sabia, porque tinha uma pressão psicológica que envolvia, ele sabia manipular isso muito bem [...]. Se eu negasse qualquer coisa que viesse dele eu era cortada de ensaio e shows.” Relata a jovem.

Atualmente, existem oito inquéritos abertos contra Tom Brasil, todos pelo mesmo motivo, abusos. O professor está foragido desde que as alunas o denunciaram e a Polícia Civil decretou prisão preventiva, mas mesmo foragido o desembargador do Tribunal de Justiça concedeu o habeas corpus.

Denuncie agressão no Disque Mulher

Ao ser agredida ou assediada uma mulher não deve se calar, nem achar aquilo uma situação normal. Existem diversas maneiras de denunciar: ligue para o 180, disque-denúncia, vá a uma delegacia, pedir ajuda. Mas em casos de agressão não se deve ficar calada.