Não somente o condado de Perris, a cem quilômetros de Los Angeles, como todo o povo americano está chocado com o que vinha fazendo o casal psicopata David e Louise Turpin com seus treze filhos entre 2 e 29 anos. Todos viviam, não se sabe ainda há quanto tempo, em cativeiro doméstico, tratados como bichos, sujos, maltratados e subnutridos. Não fosse uma das meninas, de 17 anos, porém aparentando muito menos, ter tido a coragem de escapar uma noite de casa pela janela, não sabemos quanto tempo mais, as pessoas ficariam alheias a essa acachapante tortura.

Nos Estados Unidos, mesmo os aparelhos móveis desativados conseguem acionar a linha de emergência.

Foi o que fez a corajosa prisioneira. Carregava também fotos dos 12 irmãos, e foi o que convenceu os policiais a irem até o local e toparem com a cena comovente de crianças acorrentadas, extremamente subnutridas e cheias de medo. Os pais estão presos. Eles terão pela frente um julgamento, com probabilidade de prisão perpétua ou fiança milionária para escaparem da pena.

Vizinhos surpresos e revoltados

O que todos estão se perguntando é como ninguém da vizinhança conseguiu nunca saber o que se passava na residência. Os quatro carros viviam na garagem e o casal pouco saía. Havia, certamente, desconfiança do Comportamento estranho. Muitos vizinhos poderiam garantir que o casal não tinha filhos. O que acontecia então? Descobriu-se que dormiam durante o dia e saíam à noite. Os que conseguiam vê-los afirmavam que mais pareciam membros de um seriado fantasma, tais suas atitudes estranhas e a palidez de todos.

David dizia ser religioso e atender a um chamado espiritual para ter muitos filhos. As crianças eram forçadas [VIDEO] a ler passagens da Bíblia e a escrever diários. Raramente tomavam banho e tinham não mais do que uma refeição por dia. A mãe, Louise, era doméstica. David tinha um salário de U$ 140.000 anuais como engenheiro, mas soube-se que andava endividado ultimamente e que seus débitos rondavam os U$ 500.000.

O futuro dos Turpin

Segundo os médicos, o trabalho de recuperação das vítimas – sete são menores de idade – será longo e difícil, já que muitos terão sequelas traumáticas, especialmente os mais velhos. Eles não têm a aparência da idade real; o período de tortura aparenta ter sido bastante longo. O lado bom dessa história é que cidades americanas e países da Europa estão se mobilizando para aliviar um pouco a dor desses meninos e meninas ao enviarem todo tipo de ajuda, material e emocional. Esperemos que o mundo não mais nos apresente fatos com estes, em que pessoas desajustadas e sem fé ou de uma fé destorcida e fanática submetam inocentes a uma vida miserável. Que sejam felizes os pequeninos.