Vista por muitos fãs como uma indústria glamorosa, o mundo dos vídeos eróticos tem seu lado sombrio. Seguidas notícias de suicídio das mais famosas e desejadas atrizes [VIDEO] do ramo tem despertado muitas questões. As circunstâncias cercando suas mortes alimentam especulações e fazem todos se perguntar o que está acontecendo.

Aos poucos, algumas colegas das atrizes que, oficialmente, tiraram as próprias vidas estão indo a público expressar suas opiniões e revelar seus medos e receios.

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Pressões virtuais e no trabalho

Oddete Delacroix, 28 anos, que já falou abertamente sobre seus problemas com a depressão, reagiu às recentes mortes de suas colegas revelando que as atrizes da indústria de filmes adultos sofrem abusos e cyberbullying [VIDEO] todos os dias.

“O que fez essas garotas – e também mataram elas, eu acredito – foram as redes sociais”, disse.

Delacroix conhecia todas as meninas e afirmou ter, inclusive, tentado tratamento contra a depressão com August, atriz falecida recentemente. “Ela também sofreu muito com bullying online, depois de ter feito uma pequena cirurgia cosmética”, explicou, acrescentando que as pessoas estavam preocupadas se ela estava envelhecendo.

Dificuldades podem ser maiores do que em filmes convencionais

Em sua declaração, Delacroix disse que filme adulto “é duro como primeiro trabalho – eu levei um tempo antes mesmo de gravar uma cena com um rapaz, por exemplo –, mas as garotas mais jovens são pressionadas a fazer isso já na terceira semana de trabalho”, revelando ainda que muitas atrizes estão sob pressão para parecer mais jovem, para que as atrizes realmente mais jovens não tomem seus lugares.

Muitas vezes, as profissionais evitam também falar sobre qualquer problema de saúde ou emocional, com medo de não serem chamadas para atuar em filmes. Esse é um dos problemas que fez a atriz Tasha Reign fundar um grupo voltado para melhorar as condições de trabalho das atrizes eróticas.

Política de direitos humanos fundamentais

O Grupo de Advocacia de Perfomistas Adultos, liderado por Tasha Reign, luta para melhorar as condições de trabalho das atrizes do gênero para que tenham, por exemplo, plano de saúde e tratamento para abuso de substâncias.

“Eu não vejo nenhum político defendendo os direitos das trabalhadoras do sexo. Ações de base são ótimas, mas nós precisamos de pessoas em posições maiores dizendo; ‘Sim, nós nos importamos com todas as mulheres e atrizes adultas também’”, disse Reign.

Preconceito da sociedade precisa ser superado

“Eu acho que tem algo a ver com a sensação de que sua família e seus amigos não te aceitam; e a sociedade não te aceita”, acrescentou Reign. Mercedes Grabowski, conhecida como August Ames, que sofria de depressão crônica, morreu de asfixia por enforcamento em dezembro de 2017, depois de ter sido intimidada nas redes sociais por se recusar a gravar uma cena com o ator gay.

Depois de ser acusada de “homofóbica”, a atriz de 23 anos repetidamente tuitou dizendo que “amava a comunidade gay”, mas não queria colocar sua saúde em perigo.

Yuri Luv, de 31 anos, cujo nome verdadeiro é Yurizan Beltran, foi encontrada morta em seu apartamento em meados de dezembro de 2017, após uma overdose de drogas. Apenas um dia antes de sua morte, ela publicou uma foto no Instagram com uma legenda misteriosa que dizia “Bye Felicia”, provocando especulações de que ela sofria de algum tipo de perseguição.

Sua colega, Nickey Milo, disse: “Beltran morreu de uma aparente overdose de drogas... Havia pílulas encontradas perto da cama”. Seus amigos afirmaram que ninguém esperava que ela tirasse sua própria vida.

Em 10 de janeiro de 2018, a morte de Olivia Nova, de 20 anos, foi confirmada por seu agente. “Nós conhecemos Olivia como uma linda garota com uma personalidade muito doce e gentil”, disse em uma declaração. As circunstâncias de sua morte ainda são desconhecidas; espera-se que o relatório forense demore de seis a oito semanas para ser concluído.