Neve no deserto do Saara e vulcão extinto em erupção na Papua Nova Guiné. Diversos fenômenos naturais raros estão acontecendo na mesma semana em que deslizamentos de terra mataram 17 pessoas na Califórnia, nos Estados Unidos, e avalanches quase soterraram um hotel e uma estação de esqui na Suíça. Outro terremoto atingiu Porto Rico e animais estão caindo mortos pelo mundo todo, sucumbindo às temperaturas extremas.

É (mais ou menos) o caso das iguanas no estado da Flórida (EUA), onde centenas do réptil estão caindo das árvores, congeladas pelo frio intenso que tomou a região. Os animais, acostumados com Clima tropical, estão enfrentando baixas temperaturas que causam hipotermia e, em seguida, levam-nos a uma espécie de hibernação.

Iguanas estão caindo congeladas na Flórida e morcegos morrem fritos na Austrália

Na Austrália, morcegos-raposa, que impressionam pelo seu tamanho (chegam a 1 metro de envergadura e a pesar 1 kg), estão sofrendo com o calor escaldante em que está o país.

Desidratados, os animais caem fritos. Corpos de centenas já foram contabilizados até agora.

No caso das iguanas norte-americanas, a maioria dos animais entram em uma espécie de coma e, quando esquenta um pouco, recobram os movimentos e retomam seus hábitos.

Homem coloca iguanas congeladas dentro carro e é atacado

Na América Central, a iguana é uma iguaria. É algo que as pessoas realmente gostam e criam como comida.

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Natureza

Então, um homem da América Central, morando em Key Biscayne, cidade ao sul de Miami Beach, viu um monte de proteínas nos corpos cinzas de iguanas que caíram congeladas das árvores. Então, pegou todas, pois estavam realmente acinzentadas, sem se mover e muito frias ao toque.

Ele colocou-as no seu carro. Carregou-as como se estivesse acumulando um grande churrasco. Quando o interior do veículo aqueceu, as iguanas começaram a voltar à vida. E de repente, elas começaram a se levantar e correr dentro carro - o que causou um acidente.

Tartarugas mudando de gênero e tubarões congelados em pleno mar

Na Barreira de Grandes Corais, Norte da Austrália, as altas temperaturas têm causado uma enorme mudança de gêneros em tartarugas verdes do mar. Essa espécie está entre os animais que têm o gênero definido pela temperatura a qual os ovos são expostos durante o período de incubação. Quando está mais frio, nascem mais machos; quando está mais quente, mais fêmeas.

Um novo estudo mostrou que mais de 90% da espécie agora é fêmea nessa parte do oceano.

Voltando da Austrália para os EUA, durante uma recente queda de temperatura, carcaças de tubarões apareceram nas praias de Massachusetts. Todos mortos. Normalmente, o metabolismo da espécie em questão é preparado para suportar temperaturas muito baixas, mas cientistas acham que, como a queda de temperatura foi muito brusca, podem ter morrido de hipotermia ou encalharam, na pressa de nadar para o calor do Sul.

Em dois meses, vírus já matou mais de 170 botos-cinza no Rio de Janeiro

Não há grandes problemas climáticos no Brasil. Mas, no Rio, um dos símbolos estampados no brasão da cidade está sendo ameaçado. O morbilivírus já matou mais de 170 botos-cinza em Sepetiba e Ilha Grande.

Os biólogos dizem que há poucas chances de conter a epidemia inventando uma vacina para aplicar nos cetáceos em habitat natural. Então, o que se pode fazer é minimizar o impacto humano na saúde (e existência) dos animais.

Poluições químicas e sonoras, por exemplo, baixam a imunidade de várias espécies, inclusive dos botos-cinza. Com 400 indústrias na região e muitos barcos, Sepetiba e Ilha Grande precisam de forças-tarefa para salvar os botos-cinza.

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