Em resposta às frequentes acusações por parte do governo dos EUA de violação de direitos humanos cometidas pela Coreia do Norte, o país asiático elaborou um relatório para mostrar as violações perpetradas em solo norte-americano.

O Instituto de Estudos Internacionais da República Popular Democrática da Coreia lançou nesta terça-feira (30) o “Relatório sobre Violações dos Direitos Humanos nos EUA em 2017”.

O documento destaca políticas econômicas voltadas a satisfazer somente os interesses empresariais, restrição da liberdade de imprensa, racismo, desemprego e perda de direitos trabalhistas.

“As políticas antipopulares perseguidas abertamente em um ano de Administração Trump foram, sem exceção, para [atender] aos interesses de um círculo restrito de ricos”, diz a nota divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia.

A Coreia do Norte considera como violações humanitárias cometidas pelos EUA [VIDEO] assuntos relacionados principalmente com os direitos sociais, como moradia, saúde, educação, pobreza e direitos das mulheres.

De fato, a Declaração Universal dos Direitos Humanos reconhece como tais a proteção contra o desemprego, o direito a um salário digno, a serviços de proteção social, a educação pública e cuidados especiais à mães, dentre outros.

"Nos EUA, a absoluta maioria das massas trabalhadoras, desprovidas de direitos elementares para sobreviver, estão pairando no abismo do pesadelo", relata o documento norte-coreano, ressaltando que em 2017 houve um aumento na demissão de funcionários públicos e do desemprego, embora dados do Departamento do Trabalho do Governo dos EUA indiquem que o país diminuiu esse índice para pouco mais de 4%.

O relatório cita números e dados para comprovar sua tese. Sobre os casos de racismo, o Instituto afirma que a “discriminação racial e a misantropia são sérias mazelas inerentes ao sistema social dos EUA e elas têm se agravado desde que Trump tomou posse”.

Segundo o relatório, outras violações por parte dos EUA [VIDEO] são o uso de drogas, especialmente a maconha, e a alta criminalidade. O país tem a maior população carcerário do mundo, com 2,3 milhões de presos.

“Os EUA, 'guardiões da democracia' e 'campeões dos direitos humanos', estão evocando o seu clamor pelos direitos humanos mas eles nunca poderão camuflar sua verdadeira identidade como os flagrantes violadores dos direitos humanos”, afirma o relatório.