A premiação fake (falsa) já havia sido anunciada há semanas e os internautas aguardavam a nova trollagem do presidente dos Estados Unidos. Alguns minutos após Donald Trump disparar na sua conta do Twitter, “E os vencedores do Fake News são...”, com um link direcionando para o website do partido republicano, ninguém mais conseguiu acessar a página.

Antes que o intenso tráfego fosse além da capacidade dos servidores que hospedam o website do partido do presidente norte-americano, as informações já estavam sendo compartilhadas em outras plataformas virtuais. Durante a composição deste artigo, a página já havia voltado normalmente.

As maiores empresas de jornalismo vencem

O 1º lugar ficou com Paul Krugman, colunista do New York Times, que, no dia em que Donald Trump venceu as Eleições, disse que a economia do país nunca se recuperaria;

O 2º lugar foi para Brian Ross, da ABC News, por ter causado uma forte queda de mercados com uma notícia divulgada por ele e que, depois, teve que se retratar – tendo sido suspenso da empresa pelo erro;

O 3º lugar ficou com a CNN, devido às falsas acusações de que Trump e seu filho tinham acesso a documentos hackeados do WikiLeaks.

Em dezembro de 2017, a CNN também teve que se retratar;

O 4º lugar também foi para uma das gigantes. A Time reportou falsamente que o presidente havia retirado um busto de Martir Lurther King Jr. do Salão Oval. Logo após, o repórter da Time enviou dúzias de tweets consertando o erro e se desculpando;

O 5º lugar culpa o Washington Post por publicar que ‘’o comício do presidente em Pensacola, Flórida, está vazio’’.

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Eleições

O repórter mostrou uma fotografia tirada horas antes dos apoiadores de Trump chegarem. Posteriormente, o mesmo se retratou, explicando ter se confundido.

Outros premiados

A lista também ‘’premiou’’ a CNN em mais três ‘’categorias’’, ou por mais três ocasiões em que apresentou reportagens com conteúdo falso. A Newsweek ‘’venceu’’ também por ter dito que a primeira-dama da Polônia, Agata Kornhauser-Duda, não havia cumprimentado o presidente, mostrando apenas uma parte da cena de um vídeo, o que dava parecer o que estava alegando.

Na época, o vídeo viralizou nas redes sociais.

O The New York Times foi mencionado por ter dito falsamente em sua primeira página que a administração de Donald Trump havia omitido um relatório sobre o clima. O relatório mencionado na notícia falsa estava disponível ao público na internet e o jornal foi forçado a se retratar.

Finalmente, o Prêmio Fake News destacou que o suposto conluio com a Rússia é o maior embuste (hoax) sendo feito ao povo americano.

Atividades anti-jornalísticas

“2017 foi um ano de viés implacável, cobertura injustas de notícias e até mesmo notícias completamente falsas. Estudos mostraram que mais de 90% da cobertura do presidente Trump na mídia é negativa”, de acordo com o anunciado.

O Prêmio Fake News é outro exemplo da guerra em curso de Donald Trump contra a mídia. O presidente frequentemente se refere a algumas histórias desfavoráveis ou imprecisas sobre ele ou sua administração como fake news.

O Twitter é a arena principal dessas batalhas que, provavelmente, se estenderão até quando durar seu mandato.

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