Nesta semana, Larry Nassar, ex-médico da seleção olímpica norte-americana e da Universidade de Michigan, começou a ser julgado pelos crimes horrorosos cometidos por ele contra mais de cem atletas e ex-atletas norte-americanos. No fórum do estado de Michigan, mais precisamente no Condado de Ingham, noventa e oito vítimas que se dispuseram a depor contra o criminoso, começaram a relatar diante da juiza Rosemarie Aquilina como foram molestadas sexualmente. O criminoso teve que ficar frente a frente com suas vítimas, que pediram à Corte prisão perpétua para Larry. Calcula-se que ele praticava os crimes há mais de vinte anos.

O caso ficou conhecido mundialmente pelo fato do acusado ter abusado [VIDEO]sexualmente também das ginastas americanas e campeãs olímpicas Simone Biles, Aly Raisman, Gabby Douglas e Mckayla Maroney.

Serão dois os julgamentos, sendo o desta semana por ter molestado atletas da universidade de Michigan. Não foram somente atletas ginastas, mas também de outros esportes.

Relato de uma das mães

A mãe de Chelsea, Donna Markham, fez um depoimento que comoveu a todos. Disse que sua filha não conseguiu lidar com a dor, acabou tendo problemas psicológicos, se envolveu com drogas e infelizmente acabou se matando. Isso foi há dez anos, hoje, a vítima, teria trinta e três anos, ou seja, com apenas vinte e três anos tirou a própria vida.

Larry Nassar foi condenado a 60 anos de prisão em novembro do ano passado por pornografia infantil. E um pai de umas das vítimas em seu depoimento desabafou e disse que Larry não é mais médico e sim um preso e que deve pegar a pena máxima.

A juíza do caso afirmou que o criminoso vai morrer na prisão, talvez pelo fato de poder pegar como pena máxima a perpétua.

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Mas mesmo que pegue a mínima (25 anos) e somando-se com a de 60 anos já condenado, certamente morrerá na cadeia.

Esse problema talvez não seja restrito somente nos Estado Unidos, pois podem ocorrer casos em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, o técnico da seleção brasileira masculina de ginástica artística foi afastado e está respondendo ao crime de abuso sexual.

A Federação Americana de Ginástica, a Universidade de Michigan e o Comitê Olímpico dos Estados Unidos são acusados de fazer vista grossa para os crimes de Larry durante todo esse tempo, já que há relatos de que atletas já teriam se manifestado e avisado a estas empresas sobre abusos sofridos e nada foi feito por nenhuma delas. Desta forma estão sendo também processados [VIDEO].