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De acordo com os sites Siberian Times e The Sun, um pescador da Rússia [VIDEO] capturou dois "dragões aquáticos" enquanto estava no rio Irtysh, que corre próximo à cidade de Omsk. O estranho achado se deu no ano passado, mas o homem decidiu revelar a sua bizarra descoberta somente nesta semana que encerra o primeiro mês de 2018.

Os animais, que na verdade são peixes da espécie conhecida como lúcio (comum no Hemisfério Norte, que pode chegar a mais de 1,80m e pesar até 35kg), foram fisgados por um jovem [VIDEO] identificado como Alexey Volkov, de 25 anos de idade, e assim que os capturou, ele ficou muito intrigado: os dois exemplares pescados apresentavam a estranhíssima característica de possuírem chifres.

Comumente, lúcios não têm este tipo de apêndice craniano, e espantados com a descoberta, colegas de profissão de Volkov logo apelidaram os bichos de "dragões", uma vez que as protuberâncias daqueles peixes os faziam se assemelhar às criaturas míticas cuspidoras de fogo.

Mantendo a prova de que os animais eram reais

Em entrevista ao Siberian Times, Alexey Volkov afirmou que o lúcio de maior tamanho tinha 14 quilos e dois chifres, ao passo que o menor contava com sete quilos e possuía quatro protuberâncias na cabeça, sendo que todas as formações de ambos os peixes cresciam em direção à cauda.

O pescador foi advertido por seus colegas de que aqueles animais poderiam ter sofrido alguma uma espécie de contaminação, que por sua vez levou ao surgimento das formações pontiagudas. No entanto, Volkov não se importou com este possível perigo e comeu os peixes sem sofrer qualquer efeito negativo, mas preservou suas cabeças para provar que os bichos eram de verdade.

Moradores de Omsk ficaram preocupados com a descoberta, e estão indagando se a mutação foi causada por poluição, já que durante anos tem havido preocupação por causa da queda de peças de foguetes russos nas proximidades do rio Irtysh, que são lançados a partir do cosmódromo de Baikonur, situado no Cazaquistão. Segundo jornalistas locais, aqueles detritos estão impregnados com o combustível usado nos projéteis, e devido a isso, crianças da região acabam ficando doentes por entrarem em contato com a substância química.

Entretanto, Arkady Balushkin, chefe do laboratório de Ictiologia do Instituto Zoológico da Academia Russa de Ciências, disse ao Siberian Times que está cético quanto à teoria de que a poluição possa ser a causa da formação de chifres nos peixes. O pesquisador afirmou que qualquer mudança física que possa vir a ocorrer por causa da influência de substâncias químicas ou mesmo por radiação não leva ao desenvolvimento de novas estruturas como as vistas nos animais capturados pelo pescador Alexey Volkov.

Balushkin acrescentou ainda que teria que examinar os animais pessoalmente, para poder confirmar que se tratavam mesmo de lúcios – e não alguma outra espécie de peixe.