2

De acordo com informações divulgadas pelo Mail Online e pelo Glocal Khabar, uma jovem de 19 anos de idade criou uma inusitada [VIDEO] peça íntima que promete dar segurança às mulheres indianas que vivem sob o medo de serem sexualmente violentadas – segundo o site India Times, o número de crimes desta natureza mais do que dobrou naquele país nos 10 primeiros dias de 2018 em relação ao ano passado, sendo que em algumas localidades o delito apresenta taxas de crescimento desenfreadas.

Seenu Kumari, nascida em uma família de baixa renda que vive no distrito de Farrukhabad, situado em Uttar Pradesh – um dos Estados indianos que é assolado pelo problema dos abusos, onde crianças [VIDEO] muitas vezes também são vítimas –, é a mente por trás da calcinha que, de acordo com a sua inventora, é "à prova de estupros".

O acessório cor-de-rosa, que ainda é um protótipo, conta com uma série de componentes high tech, e custou o equivalente a menos de £ 50 (cerca de R$ 218) para ser desenvolvido.

Proteção total

Trazendo uma espécie de cinto produzido com um tecido resistente a cortes e até mesmo a tiros, a criação de Seenu Kumari vem equipada com uma tranca inteligente que só pode ser aberta através da inserção de uma senha. A inventora também instalou na peça íntima um dispositivo eletrônico que é capaz de fornecer a geolocalização de sua usuária para a polícia através de coordenadas de GPS – sendo que os agentes da lei são prontamente avisados com o pressionar de um único botão.

A calcinha possui ainda um componente que faz chamadas telefônicas, e se alguém tentar molestar a mulher que está usando o acessório, mensagens serão enviadas tanto para os parentes da vítima em potencial quanto para as autoridades locais – ou qualquer outro número de emergência pré-definido.

Além de tudo isso, a peça íntima traz também uma câmera de vídeo embutida, cuja finalidade é a de registrar o rosto de qualquer atacante.

Kumari sugeriu que as indianas não precisariam ter que usar a calcinha inteligente o tempo todo, e a roupa íntima poderia ser colocada apenas nos momentos em que as usuárias fossem viajar sozinhas, ou ainda quando necessitassem ir até um lugar inseguro. Confiante de que o produto pode mesmo ser útil para alguém que se encontre nessas situações descritas acima, a jovem declarou: "Isso pode ajudar a salvar a mulher de homens perversos que tentariam violar sua dignidade".

Segundo o Mail Online, criação de Kumari foi enviada à Fundação Nacional de Inovação da Índia, situada em Allahabad, para ser patenteada.