As forças do Segundo Exército da Turquia lançaram em conjunto um ataque aéreo de três pontas - "Operação Ramo de Oliveira" - contra as forças do YPG a noroeste da cidade de Aleppo, em 20 de janeiro de 2018, no distrito de Afrin, noroeste da cidade de Aleppo. O ataque foi lançado pela Turquia contra as Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), com o objetivo de ampliar a zona de influencia na fronteira sírio-turca. A operação contou com o apoio da Força Aérea da Turquia e os grupos de oposição armados da síria.

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Os primeiros ataques aéreos foram à base aérea de Menagh, realizada no TPG, norte de Aleppo, podendo indicar intenção de aproveitar a base aérea e a cidade vizinha de Tel Rigaat. A Turquia alegou direito à autodefesa, baseada no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas como justificativa legal para o ataque.

Os ataques seguem semanas de advertências contra o YPG após o anúncio de que os EUA planejavam treinar 30 mil funcionários no noroeste da Síria sob o controle das Forças Democráticas da Síria (SDF), lideraras pelo YPG.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, disse que o exército turco, o segundo maior da OTAN, criaria uma zona segura de 30 kg na região, de acordo com a rádio HarberTurk.

Anteriormente, desde agosto de 2016, foi aproveitada pela Turquia uma zona tampão nos arredores de Afrin, até a margem leste do rio Eufrates, no norte da província de Aleppo.

Após este ataque, a cidade de Manbik, a leste de Afrin, nas margens do rio Eufrates, também podem estar nos planos da Turquia, provocando uma crescente guerra turco-curda, e desestabilizando os esforços dos EUA no leste da Síria, colocando os membros a serviço dos EUA em Manbij em risco e forçando os EUA a reconsiderarem o apoio ao YPG, também buscando total derrota as forças de proteção na fronteira, mostrando que os EUA falharam em sua estratégia de desestruturação da turquia na região.

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Enquanto isso, a oposição síria tentou defender Aleppo contra um regime ofensivo do regime de Bashar al Assad, que tem apoio dos russos e iranianos. Erdogan disse que alguns aliados da Turquia forneceram ao YPG mais de 2000 mantimentos e 5000 em caminhões de munição.

A Turquia ainda garantiu a permissão da Rússia para a operação, negociando uma linha de escalada ao norte de Aleppo. Hulusi Akar, Chefe do Estado-Maior Turco, e Hakan Fidan, chefe da Organização Nacional de Inteligência da Turquia, encontraram-se com o Chefe do Estado-Maior Geral da Rússia, Valery Gerasimov, e o ministro da Defesa da Rússia, Sergey Shoigu, em Moscou, no dia 18 de janeiro de 2018, para coordenarem a operação.

Além da permissão, o país ainda tomou medidas em coordenação com a Rússia para mitigar o risco de uma escalada do regime sírio, uma vez que Assad ameaçou derrubar os caças turcos em 18 de janeiro, enquanto a Turquia e a Rússia estavam tendo conflito de interesses na região.

Nurettin Canikli, ministro da Defesa turco, tratou as ameaças do regime como "meros pensamentos de um estado com capacidade limitada" e sinalizou que os sistemas de defesa anti-aéreo russis na Síria eram a única preocupação da Turquia, que por sua vez vem implantando sistemas de guerra eletrônica para combater possíveis ataques anti-aéreos e permitir que o país responda o fogo da artilharia do YPG contra seu território.

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As forças armadas dos EUA seguem patrulhando as linhas de frente em Manbij como parte do esforço dos EUA para "evitar incidentes de segurança, observar e denunciar quaisquer situação de segurança que eles viram e tranquilizar" tanto a Turquia como a SDF, podendo assim abandonar a abordagem tática para a desestruturação e reconhecer a escala da fenda com a Turquia. Os EUA não podem impedir o ressurgimento do ISIS, conter o Irã e apoiar ofensivas contra Assad se a prioridade da Turquia é frustrar a influência americana na região.