As potências europeias França, Reino Unido e Alemanha fizeram, nesta quinta-feira (11), um pedido a Donald Trump [VIDEO], presidente dos Estados Unidos [VIDEO]. O pedido foi que ele mantenha o acordo que visa conter os projetos nucleares do Irã, pouco antes de uma antes de uma importante decisão do presidente americano em torno das sanções a Teerã. Os europeus temem que o acordo seja desfeito.

O acordo, que tem sido muito criticado por Donald Trump, é visto por seus apoiadores como algo de extrema importância para que o Irã não venha a produzir uma bomba nuclear. Esse acordo proibiu sanções econômicas ao Irã em troca de um não avanço do seu projeto nuclear.

Além dos Estados Unidos, esse acordo também foi assinado por vários outros países, como Alemanha, Reiuno Unido França, China e Rússia.

Para a manutenção do acordo, o Congresso dos Estados Unidos exige uma certificação por parte do presidente Trump de que o Irã está cumprindo sua parte do trato, isso de forma periódica, para então poder emitir a documentação que mantem suspensas as sanções econômicas ao país. O prazo dado pelo Congresso vai até esta sexta-feira,12 de janeiro.

O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que esse acordo foi o "pior acordo já negociado". Porém, líderes das potências europeias Alemanha, Reino Unido e França deixam bem claro que não compartilham da mesma opinião que Trump, sendo que ministros das Relações Exteriores dos três países e um dos chefes mais poderosos da União Europeia querem manter o acordo a qualquer custo, julgando não haver outras alternativas para este caso.

Para que o acordo seja mantido, é importantíssimo um diálogo com Donald Trump.

Após uma reunião com Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores do Irã, Sigmar Gabriel, que é ministro das Relações Exteriores da Alemanha, disse que concorda com as posições da França e do Reino Unido a respeito do assunto e que o acordo precisa de proteção contra qualquer coisa que possa vir a prejudicá-lo. Também estiveram presentes na reunião os ministros do Reino Unido e da França, além de Federica Mogherini, que atua como chefe de política externa da União Europeia.

O ministro Sigmar Gabriel ainda citou o exemplo da Coreia do Norte para reafirmar que o acordo é muito importante para impedir o surgimento de novas potências nucleares, em um momento de apreensão devido às ameaças feitas pelos norte-coreanos de uso de bombas atômicas.