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De acordo com informações divulgadas pela rede BBC, um religioso católico está sendo julgado na Bélgica por alegadamente ter matado [VIDEO] pelo menos 10 pessoas – mas o número pode ser muito superior –, e o que mais choca é que o homem teria tirado a vida de sua própria mãe.

Ivo Poppe é um diácono – clérigo hierarquicamente abaixo dos sacerdotes que exerce várias funções, tais como assistir padres ou bispos, batizar, realizar casamentos e pregar, entre outras atividades, sendo-lhe permitido ainda possuir esposa – de 61 anos de idade que antes de ser ordenado trabalhou como enfermeiro em uma clínica localizada no município de Menen, distante 87 km de Bruxelas.

As acusações [VIDEO] alegadamente ocorreram tanto na época em que o homem era um profissional da saúde quanto após este período, quando ele já era um religioso ativo.

Jornais belgas apelidaram Poppe de o "diácono da morte", e ele teria assassinado suas vítimas injetando-lhes ar no sangue – dependendo da quantidade de gás inoculada, surge uma condição chamada de embolia, o que pode ocasionar uma obstrução sanguínea fatal.

Realizando eutanásias

Apesar de o julgamento do caso só estar em curso no momento, Ivo Poppe foi preso no ano de 2014 após ter dito ao seu psiquiatra que havia realizado eutanásias em dezenas de pessoas, sendo que todas eram idosas. Entre os mortos, estão quatro parentes: dois tios-avôs, o sogro, e como dito anteriormente, a mãe – a vítima mais recente, que estaria sofrendo de depressão quando sua vida foi tirada em 2011.

No decorrer das investigações, o diácono fez algumas confissões parciais onde afirmava que suas ações possuíam um teor compassivo para com indivíduos que já estavam em estado terminal. Entretanto, o homem posteriormente voltou atrás nas declarações, e agora nega todas as mortes.

Segundo os promotores que estão atuando no julgamento, o número de assassinatos cometidos por Poppe pode ser muito maior, e para embasar essa queixa, os representantes da parte acusatória apontam um diário no qual o ex-enfermeiro anotou uma lista com nomes de pacientes que morreram no hospital onde ele atuava, o que aumentaria o número de vítimas para pelo menos 50. Entretanto, em uma audiência realizada nesta segunda-feira (22) na cidade de Bruges, os advogados de defesa tentaram minimizar essa sugestão, dizendo que o réu simplesmente estava fazendo um registro das mortes que ocorriam ao seu redor.

O julgamento continua em curso, e espera-se que dezenas de testemunhas ainda deponham contra Poppe, entre as quais estão parentes dos falecidos.