2

Nesta quinta-feira (25), O fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange que se encontra em asilo político na embaixada do Equador, em Londres, passou por uma avaliação médica de 20 horas devido à sua condição de saúde. A médica Sondra Crosby e o psicólogo Brock Chisholme recomendaram que o australiano deixe a embaixada, pois o confinamento está sendo nocivo à sua integridade física e mental. Seu quadro clínico está sendo agravado, segundo os mesmos profissionais, devido à reclusão, ausência do contato com a luz solar e ambientes não ventilados. Os profissionais reiteram a necessidade do fundador do WikiLeaks ter a permissão para ir a um hospital.

A equipe de advogados de Assange, segundo fontes de informação próximas a ele, diz que está atualmente trabalhando para que seja assegurado internacionalmente o status diplomático equatoriano de Assange.

No último dia 21 de janeiro, o presidente do Equador, Lenín Moreno, já havia expressado o desconforto causado por Assange, dizendo que ele deve ser punido pela divulgação dos documentos confidenciais dos EUA, mas, por outro lado, sua vida deve ser respeitada.

O presidente Moreno ainda declarou estar negociando com as autoridades do Reino Unido para que o fundador do WikiLeaks possa deixar a embaixada equatoriana em Londres.

Relembrando o caso

O canal Wikileaks nasceu em 2006, criado jornalista Julian Assange, tendo por objetivo denunciar e divulgar documentos secretos de países e corporações obtidos por hackers.

Nesses anos foram divulgadas no canal, centenas de acusações, dente elas, e-mails pessoais de diversos políticos, mensagens de diplomatas, informações sobre um partido neonazista na Inglaterra, relatos secretos sobre a guerra do Iraque e do Afeganistão, dentre outros milhares de documentos secretos comprometedores para diversos governos.

Em 2010, Assange tentava conseguir um visto de residência na Suécia, quando teve impetrado um mandado de prisão devido à acusação de assédio sexual por parte de duas mulheres. Com a negativa do visto, ele viajou a Londres onde acabou detido por nove dias. Em maio de 2012, a Suprema Corte do Reino Unido determinou sua extradição para a Suécia. Temendo que a extradição levasse-o aos tribunais norte americanos, o que segundo ele, poderia levá-lo a ser condenado à pena de morte pela divulgação de documentos secretos dos Estados Unidos, Assenge solicitou asilo político na embaixada do Equador, em Londres, onde permanece até então.