Há quatro anos, Alejandro Ramos, ou Willy, como é chamado por sua família, convive com um inchaço até então não explicado pela medicina. A deformação começou após um mergulho a mais de 30 metros de profundidade, no final de 2013. Ramos é mergulhador e, na época, estava em busca de mexilhões presos a barrancos submarinos.

Feito de maneira totalmente artesanal e sem os cuidados necessários para garantir a segurança, esses mergulhadores passam, conforme o relato de Willy, horas submersos em meio às frias correntes marítimas. A volta para a superfície, segundo mergulhadores que trabalham na cidade pesqueira de Pisco, 230 Km ao sul de Lima, no Peru, é determinada pela capacidade de segurar a urina.

Willy aguentava 8 horas e, segundo ele, apesar de subir para urinar algumas vezes, achava isso perda de tempo. O mergulhador também relatou que fazer as necessidade debaixo d'água não era viável, pois o traje que usava era feito de câmaras de pneus de caminhão.

Mergulhador fica com parte do corpo deformada depois de acidente a 30 metros de profundidade

No dia em que ocorreu o acidente com Willy, ele percebeu, já no final do trabalho, que a mangueira em sua boca estava roubando-lhe o ar, em vez de fornecê-lo ao mergulhador. Como a maioria dos pescadores daquela região não usa regulador, equipamento que garante cerca de 10 a 15 minutos de oxigênio extra, para o caso de emergências, Willy também não tinha o acessório.

Os pescadores de marisco sempre saem em equipe, sendo que alguns ficam na superfície para receber a pesca e abastecer com gasolina, a cada meia hora, o equipamento que fornece o oxigênio aos mergulhadores.

No dia do acidente, a hélice de uma lancha cortou a mangueira que fornecia o oxigênio a Willy, obrigando-o a subir de uma só vez mais de 30 metros até a superfície.

Manobra essa que pode, inclusive, ser fatal a um mergulhador.

Depois de voltar nessa situação, Willy teve que mergulhar novamente e subir, respeitando as paradas de segurança. O procedimento foi necessário para que o corpo do mergulhador fizesse a descompressão que não foi feita na primeira vez. É um processo de, no mínimo, 2 horas.

Que mais uma vez não foi cumprido dentro das normas de segurança.

Willy mergulhou novamente com um compressor emprestado por uma lancha, mas os tripulantes da mesma, que já haviam terminado o trabalho, não tiveram a paciência e a solidariedade necessárias para esperar ele voltar à superfície cumprindo todas as etapas da descompressão.

Ao emergir, o mergulhador foi encaminhado para o hospital de Pisco já todo inchado. Willy atribui o fato de ter sobrevivido a um milagre. "Agradeço a Deus que, bem, fiquei deformado, mas estou vivo...", declarou ele.

Desde então, Willy tenta tratamentos médicos que possam fazê-lo voltar ao normal, mas, segundo informações dos médicos que o acompanham, não há registro de nenhum caso como este na história da medicina, portanto, o tratamento é feito meio às cegas.

Veja como ficou o corpo do mergulhador após o acidente

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