Desde o início da Operação Olive Brance, da Turquia, em 20 de janeiro, para limpar a região dos grupos de proteção ao povo curdo e as forças de regime pro-Assad, a Síria tem atacado intensificado seus ataques às províncias de Kilis e Hatay. De acordo com o Estado-Maior Turco, a operação visa estabelecer segurança e estabilidade ao longo das fronteiras da Turquia e da Região, bem como proteger os sírios da opressão e da crueldade dos grupos considerados terroristas.

Um comboio turco que se deslocava da Turquia para a Síria foi atacado pelas forças do regime pro-Assad em 29 de janeiro, desde então o gerou uma instabilidade na região.

As Forças Armadas Turcas implantaram um comboio de até 100 veículos blindados e suporte aéreo de jatos de combate F-16 turcos, estabelecendo bloqueio perto de uma linha de frente favorável ao regime pró e anti-Assad, ao sul da cidade de Aleppo, em 29 de janeiro.

Os ataques têm se intensificado ao logo da semana com novos ataques na provínia de Hatay.

A Turquia coordenou a implantação com a afiliada síria da Al Qaeda, Hay’at Tahrir al-Sham. Anteriormente as forças turcas já haviam reconhecido uma ofensiva aérea na linha de frente perto da vila de Al Eis, em 24 de janeiro.

As forças do regime pro-Assad, não identificadas, atacaram o comboio da Turquia com fogo de artilharia enquanto o comboio transitava dentro do território da Al Qaeda, forçando o comboio parar, não atingindo seu objetivo.

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Não ficou claro se as forças turcas fortalecerão o local, se Irão se retirar ou se retomarão seu avanço. Estabelecer esta posição perto de Alis proporcionará a influência da Turquia sobre o Irã e sobre o presidente Assad, interrompendo uma futura ofensiva para levantar o cerco nas cidades de Fu’a e Kafraya, de maioria Xiita, ao norte de Idlib, que são cidades que priorizam o Irã e o presidente sírio.

Este cerco busca impedir que Assad e o Irã consigam dar suporte as Unidades de Proteção do Povo Curdo da Síria, o YPG, em Afrin, já que suas forças armadas e as forças de oposição fazem progressos lentos, porém constantes em várias linhas de frente ao longo da fronteira entre ambos países mesmo com uma feroz resistência ao YPG.

O presidente Bashar al Assad permitiu que o YPG e outros grupos aliados implementassem reforços para Afrin através de terrenos que estejam sob controle do regime. Assad e o Irã podem fornecer sistemas avançados de armas para o YPG.

A Turquia tenta minar a política de Assad e o Irã na região, buscando que sua intervenção militar em Afrin não se torne um conflito de larga escala com as forças pró-regime em curso prazo.

O YPG pediu uma intervenção militar do regime completo depois de rejeitar uma proposta russa para a entrega de Afrin às forças pro-regime, em 24 de janeiro.

O envolvimento da Força Aérea Turca na Síria significa que a Rússia permitira que a Turquia se fixasse na região, mas não conseguiu controlar as forças pró-regime. Porém a Rússia se absteve de coordenar a implantação que atende ao pedido do país para que a Turquia estabelecesse “pontos de observação” adicionais ao longo de sua linha de frente no noroeste da Síria. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, reiterou que a Rússia tem interesse que a Turquia implante “observadores” adicionais perto da Província de Idlib, em 15 de janeiro. O Irã e Assad de opõe, refletindo prioridades diferentes entre a coalizão do regime, podendo influenciar os acordos geopolíticos entre a Rússia e a Turquia.

Após este ataque da Força Aérea Turca, YPG usou mísseis antitanque 9M113 Konkurs, fabricado na Rússia contra um comboio turco que se diria para a província de Hatay. Durante os ataques do dia 29 de janeiro na fronteira entre a Síria e a Rússia.

Durante as investigações iniciais, foram descobertos os mísseis com o código OTAN AT-5 Spandrel, e foram encaminhados para um centro de Hatay, para um exame mais detalhado. Esta ofensiva foi em retaliação aos ataques turcos ao logo da fronteira na Síria.