Um bombardeio dos aviões da Coalizão Internacional liderada pelos Estados Unidos matou 16 pessoas nesta terça-feira (20) na região de Deir ez-Zor, no Leste da síria. Segundo a Agência Árabe de Notícias Síria (Sana, na sigla em inglês), o ataque ocorreu no povoado de Bahra, no Leste da província de Deir Ez-Zor. Entre os 16 civis mortos, há nove mulheres, diz o veículo.

O número de vítimas fatais, entretanto, poderá aumentar, uma vez que há registros de pessoas feridas com gravidade. Deir ez-Zor é uma das províncias mais afetadas pelos ataques aéreos da coalizão.

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR, na sigla em inglês), organização não-governamental com sede em Londres (Inglaterra), os bombardeios em áreas civis liderados pelos EUA já mataram 2.759 civis entre o final de 2014 e novembro do ano passado, informa o canal de televisão iraniano Press TV.

No último dia 8, um bombardeio da coalizão de proporções ainda maiores matou mais de 100 combatentes [VIDEO] pró-governo da Síria, no Norte da mesma província de Deir ez-Zor. A ação ocorreu durante combate das forças sírias contra terroristas do Estado Islâmico e as Forças Democráticas Sírias (FDS).

Em declaração oficial, o Comando Central dos EUA (Centcom) alegou que seus ataques foram efetuados para defender os guerrilheiros das FDS, as quais Washington dá treinamento no Norte do país, onde instalou bases militares sem a permissão do governo sírio.

Damasco tem condenado repetidamente a atuação dos EUA em seu território, a qual não tem sua autorização nem mandato das Nações Unidas para ser executada, o que constitui uma violação da soberania nacional da Síria.

O país árabe e seus aliados na guerra, Rússia e Irã, vêm reiterando também que a presença militar estadunidense na região não tem combatido eficazmente o Terrorismo e, pelo contrário, na prática está dando apoio a essas organizações.

Tanto o ataque deste mês como o ocorrido em 2015, também em Deir ez-Zor, que matou 72 militares do exército sírio, prejudicaram o avanço das forças oficiais contra posições estratégicas do Estado Islâmico. Já foram encontrados também armamentos e alimentos [VIDEO] de origem norte-americana em instalações terroristas na Síria, especialmente após a retomada da cidade de Aleppo pelo governo sírio, no final de 2016.

Na semana passada, o embaixador da Síria nas Nações Unidas, Bashar al-Jaafari, declarou em sua intervenção [VIDEO] na sessão do Conselho de Segurança a respeito da situação em seu país, que a Coalizão Internacional – formada também por França, Grã-Bretanha e mais de 70 outros países – “tem como verdadeira missão o apoio a grupos terroristas e não a sua eliminação”, conforme relato da Sana.