Um dos maiores golpes do [VIDEO] Brasil ainda deixa rastros no país, principalmente porque o mandante ainda está em liberdade, mas nos Estados Unidos, a justiça está agindo e mais um dos "cabeças" da operação TelexFree foi condenado a três anos de prisão. Junto com dois sócios, Cleber Rene Rizerio Rocha, de 28 anos, lavava dinheiro, que chegou a quantia de milhões de dólares, a partir de um esquema de pirâmide, muito popular no Brasil. No entanto, uma das curiosidades dessa condenação é que o brasileiro ajudou a justiça norte-americana a encontrar 17 milhões de dólares em um colchão. O dinheiro pertenceria ao dono do Golpe, o criminoso Carlos Wanzeler, chamado de empresários por alguns e escondido no país.

Além de ter sido condenado pela [VIDEO] lavagem de dinheiro, foi colocado na acusação de Rocha que ele tinha feito várias viagens para os Estados Unidos com o fim de conseguir pegar o dinheiro que estava no colchão. A cada viagem, o homem fazia o transporte dos valores, que estariam sendo feitos a mando do próprio Wanzeler. O dono dessa operação fugiu dos Estados Unidos antes que fosse pego, pois sabia que seria acusado e condenado.

Mesmo com o crime grave, o advogado do brasileiro tentou argumentar que ele deveria ser solto. Rocha está preso desde janeiro de 2017, mas deve ficar mais os três anos na cadeia para pagar por todos crimes que cometeu. Os promotores da cidade de Boston lembraram que a atuação do brasileiro com as autoridades é duvidosa. Muito pelo motivo que por muito tempo ele foi um "mensageiro" de Wanzeler.

O esquema da TelexFree foi descoberto em 2014, quando a empresa foi a falência, fazendo com que quase 2 bilhões de pessoas no mundo perdessem um total de 3 bilhões de dólares. O golpe dado pelos criminosos partia da oferta de um esquema de pirâmide. O produto era um telefone pela internet, para fazer ligações ao redor do mundo. No entanto, o dinheiro vinha das pessoas que entravam no negócio, acreditando que ganhariam algum dinheiro com anúncios online.

O único golpista que ainda não está preso é justamente Wanzeler. Além de Rocha, em maio do ano passado, o norte-americano James Merrill também foi preso e pegou seis de anos de prisão. Os dois suspeitos detidos até o momento se consideraram culpados. Tudo para tentar reduzir a pena.

Por enquanto, as autoridades norte-americanas não podem pôr as mãos em Wanzeler. Ele não pode ser extraditado. Como a sede da empresa era nos EUA, apenas lá os suspeitos podem ser condenados.