Na noite do dia 16 de fevereiro, os chineses deram adeus ao ano do galo e receberam com muita festa o ano do cachorro. A comemoração do novo ano na China não segue o calendário cristão, como no Brasil. Os chineses comemoraram nesta sexta-feira a chegada do ano 47.716.

Durante as comemorações, o maior programa de TV, em comemoração ao Ano Novo Lunar da China, provocou críticas generalizadas e acusações de racismo em todo o mundo.

O programa de comédia, que tinha por objetivo celebrar os laços entre chineses e africanos, trouxe em sua exibição artistas chineses com maquiagens blackface como as vistas no desfile da Escola de Samba Salgueiro, no carnaval no Brasil.

No show, dançarinas negras, africanas, vestidas com roupas "tribais" e pessoas vestidas de zebras, girafas, leões e antílopes fizeram a abertura da apresentação. O roteiro, de comédia, trazia uma jovem negra, que pede a um homem chinês para que ele se passe por seu marido para sua mãe.

A mãe da jovem, por sua vez, é interpretada por um ator asiático, com maquiagem blackface, trajado com uma roupa tradicional completa e com grandes nádegas falsas, para representar o esteriótipo da mulher negra.

No palco, enquanto a mulher negra, que seria a mãe, caminha, ela é acompanhada por um homem, que aparentemente é negro, trajado de macaco, com um cesto de frutas na cabeça.

O programa com um público que pode chegar até 800 milhões de espectadores foi criticado no Twitter e também na maior rede social, Weibo.

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No post acima, Huizit diz: "O show racista da CCTV durante a Gala da Primavera me sacudiu e me deixou tão envergonhada com a China e meu povo.

Eles literalmente tinham a cara preta no palco, tinham um ator africano para representando um macaco e uma atriz africana gritando "Eu amo a China!" O racismo é global ..."

Embora muito criticado, até mesmo na Índia, a real intensão do programa, segundo seus idealizadores, era elogiar a cooperação chinesa-africana, mostrando o quanto os africanos se beneficiam dos investimentos chineses e quão gratos são para com Pequim.

Em um episódio, o personagem da mãe africana exclama o quanto ela ama a China. Nos últimos anos, a China intensificou o investimento em muitos países africanos.

Vídeo de um comercial chines foi chamado de racista

O vídeo, que foi ao ar em 2016, para uma campanha de detergente em pastilha, para lavar roupas, foi altamente criticado pelos telespectadores asiáticos e taxado de racista.

O anúncio apresentou um homem negro, que aparentemente era pintor, com manchas de tinta em seu rosto.

Ele paquera a jovem chinesa, que está pondo roupas na máquina de lavar, então ela o coloca na lavadoura e ele ressurge como um homem chinês de pele clara.

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