Um bombardeio realizado nessa terça-feira (27) pela Coalizão Internacional liderada pelos Estados Unidos na síria matou ao menos 24 civis na região de Dhahret al-Allouni, em Deir ez-Zor, no Leste do país.

De acordo com a Agência Árabe Síria de Notícias (Sana, na sigla em inglês), citando fontes civis locais, a coalizão executou uma série de ataques contra um conjunto para famílias desalojadas, matando ao menos 24 pessoas e deixando inúmeras vítimas de ferimentos, alguns em situação crítica. Casas e propriedades também foram fortemente danificadas.

O Ministério de Relações Exteriores da Síria condenou e denunciou à Organização das Nações Unidas (ONU) esse novo bombardeio.

Segundo a agência de notícias russa Sputnik, a chancelaria do país árabe exigiu que a entidade ponha um fim aos “crimes de guerra e de lesa humanidade cometidos pela coalizão internacional contra o povo sírio”.

Ainda afirmou que tais ataques têm como objetivo “minar a soberania, a unidade e a integridade territorial da Síria e perpetuar a crise” pela qual o país passa devido à guerra.

Essa não é a primeira vez que Damasco protesta contra as ações dos EUA e seus aliados em seu próprio território. Desde o ano passado, a Síria vem denunciando a presença ilegal de tropas norte-americanas no Norte do país, onde Washington instalou bases militares e treina por volta de 30 mil rebeldes, especialmente das Forças Democráticas Sírias (FDS) e ex-combatentes do Estado Islâmico.

A atuação, tanto da coalizão (formada por mais de 70 países) como dos militares americanos em solo, viola o direito internacional e a soberania nacional do país árabe e não tem o respaldo da ONU.

Os bombardeios também são frequentes, principalmente na região de Deir ez-Zor. Na semana passada, os EUA deixaram cerca de 60 civis mortos em ataques naquela área oriental do país.

No dia 8 de fevereiro também foi realizado um ataque de grandes proporções contra combatentes pró-governamentais que apoiam o presidente Bashar al-Assad. Ao menos 100 foram mortos após bombardeio da coalizão.

A Síria acusou os EUA de encobrirem terroristas, uma vez que as forças leais ao governo estavam lutando contra o Estado Islâmico e também contra as FDS.

Na ocasião, o Pentágono se defendeu, alegando que estava protegendo seus aliados das Forças Democráticas.

Após o ataque dessa terça, a diplomacia síria voltou a acusar os EUA e a coalizão de apoiarem o Terrorismo. Ainda de acordo com a Sputnik, o Ministério de Relações Exteriores denunciou à ONU os “incessantes massacres contra o povo sírio” que servem para favorecer os “remanescentes do Estado Islâmico”.

A mesma petição exigiu o “fim da presença ilegal das forças dos EUA em solo sírio” e que os norte-americanos não se intrometam mais no país para “fragmentar a Síria e roubar seus recursos”.

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