O Órgão para o Controle das Drogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês) aumentará sua presença no nordeste da Argentina, na região da Tríplice Fronteira com o Brasil e o Paraguai.

O anúncio foi feito na sexta-feira (9) pela ministra da Segurança do país sul-americano, Patricia Bullrich, após se reunir em Washington com Robert Patterson, administrador interino da DEA.

Segundo declarou a ministra ao site Infobae, os dois países concordaram em reforçar o contingente do órgão norte-americano e em instalar uma força-tarefa baseada na cidade de Posadas, em Misiones, no nordeste da Argentina.

A cidade fica na região da Tríplice Fronteira com Brasil e Paraguai.

Especificamente, Posadas faz fronteira com o Paraguai através do Rio Paraná e se encontra a 90 km da fronteira com o Brasil.

O novo centro se somará a outra instalação semelhante que já existe no noroeste da Argentina. A DEA mantém agentes nas províncias de Salta e Jujuy, mais próximas das fronteiras com Bolívia e Chile, que operam junto às forças da Polícia Federal Argentina no combate ao narcotráfico.

Esse é exatamente um dos objetivos do novo acordo, segundo Bullrich. Sua visita de três dias aos EUA se concentrou principalmente nas discussões de colaboração na luta contra as drogas e o Terrorismo.

Hezbollah

O Infobae destaca que a escolha da região da Tríplice Fronteira para abrigar operações da DEA é uma antiga exigência dos EUA, que afirma desconfiar de atividades do grupo libanês pró-iraniano Hezbollah – o qual Washington considera como uma organização terrorista.

“Temos que determinar quem são, o que fazem e como operam” e “temos que poder transformar toda essa informação em uma operação mais concreta”, apontou acerca da suposta presença do Hezbollah o secretário de Segurança Interna, citado pelo portal argentino.

O governo dos EUA alega que há indícios de atividades terroristas na Tríplice Fronteira desde o início da autodenominada “Guerra ao Terror”, implementada pelo ex-presidente estadunidense George W.

Bush após os ataques terroristas às Torres Gêmeas, em 2001.

CIA

Devido a essa declarada preocupação, os EUA deverão aumentar ainda mais a presença na região. Além da DEA, outras agências norte-americanas como a CIA ou o FBI poderão atuar a partir da base de Posadas.

“Eles ainda têm preocupações na zona, de modo que lhes propusemos que se instalem ali e façamos um trabalho conjunto, que nos permita também ter presença de outras agências norte-americanas”, ressaltou a ministra argentina ao diário digital.

O Departamento de Estado dos EUA já deu luz verde à proposta, sempre segundo o Inbofae.

A presença de agentes estadunidenses em solo argentino, portanto, volta a aumentar no governo Macri, após apresentar uma grande redução durante mais de uma década de governos da esquerda nacionalista, representados pelo casal peronista Nestor (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015).

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