Bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos mataram mais de 100 combatentes pró-governo da síria que lutavam contra terroristas do Estado Islâmico na madrugada desta quinta-feira (8).

Segundo a agência estatal de notícias da Síria, Sana, os bombardeios ocorreram no Norte da província de Deir ez-Zor, Leste do país, quando grupos militantes locais pró-governo combatiam guerrilheiros do Estado Islâmico e das Forças Democráticas Sírias (FDS).

A própria coalizão admitiu que ao menos 100 soldados padeceram no ataque. “Estimamos que mais de 100 militares pró-regime morreram no enfrentamento com (as FDS) e as forças da coalizão”, declarou o Comando Central dos EUA (Centcom), citado pela agência de notícias russa Sputnik News.

A aliança, formada por 74 países, alegou que os ataques foram executados com motivo de autodefesa, porque as forças pró-governo estavam atacando combatentes aliados dos EUA e seria seu direito “inalienável” defendê-los.

Entretanto, a presença militar da coalizão não tem a permissão do governo da Síria para operar em seu território, o que constitui uma violação de sua soberania nacional e do direito internacional.

Ademais, o governo sírio vem denunciando a instalação de bases militares norte-americanas no Norte do país e o treinamento por parte de oficiais estadunidenses de 30 mil milicianos separatistas curdos, a maioria pertencentes às FDS e uma parcela de antigos membros do Estado Islâmico.

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Curiosidades

No dia anterior, foi a vez de forças militares de Israel atacarem o exército sírio, nas proximidades de Damasco. Segundo Hisham Wannous, correspondente do canal latino-americano Telesur na capital síria, analistas e cidadãos de Damasco condenaram esses ataques aéreos. Eles denunciaram que têm sido realizados sistematicamente para fornecer apoio a grupos terroristas que buscam se apoderar do país, uma vez que a Frente al-Nusra – outro grupo extremista opositor ao governo – está perdendo território para as forças de Bashar al-Assad.

Esse episódio lembrou o ocorrido em 2015, quando as mesmas forças da coalizão bombardearam alvos do exército da Síria nas proximidades do aeroporto militar de Deir ez-Zor, matando 72 militares sírios quando estavam a ponto de tomar posições estratégicas do Estado Islâmico.

Por sua vez, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acusou nesta semana os EUA de estarem traçando planos para dividir territorialmente a Síria como parte da estratégia para derrubar o governo de Assad – aliado da Rússia.

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