Um ex-aluno de uma escola nos Estados Unidos abriu fogo contra alunos nesta quarta feira, 14. O crime aconteceu por volta das 14h30min, logo após o alarme de incêndio ser disparado.

Testemunhas que estavam no local, disseram que o adolescente usava uma máscara de gás no rosto, blusa e calça marrom e um chapéu preto na cabeça.

Identificado como Nicolas Cruz, foi expulso da escola Stoneman Douglas High School, por problemas de indisciplina, mas resolveu se vingar dos alunos e professores da escola.

O Xerife do condado de Broward, Scott Israel, disse em entrevista que Nicolas planejou e executou o crime sozinho.

Segundo os policiais, o atentado deixou 17 mortos [VIDEO].

Nicolas começou a abrir fogo antes de entrar na escola, onde matou dois na porta do prédio e um na rua. Depois entrou atirando contra os alunos e matou mais 12, e dois morreram ao chegar no hospital.

Alunos e professores da escola relataram ao jornal Miami Herald que Nicolas era problemático e autoritário, não respeitava as normas da escola e tinha o hábito de ameaçar os colegas de classe.

Nicolas não tinha permissão para entrar na escola com mochilas e, segundo professores, ele já teria recebido uma notificação para se retirar da escola em 2017.

A Casa Branca, sede do governo dos EUA, notificou que o presidente Donald Trump foi informado sobre o atentado logo após o acontecido. Em seguida, Trump se pronunciou por meio de sua conta Twitter, dizendo que nenhum aluno, professor ou qualquer pessoa devia se sentir com medo em uma escola nos Estados Unidos.

A polícia de Coral Springs emitiu um comunicado alertando a população que devia evitar a região da escola Marjory Stoneman Douglas High School.

Agentes da SWAT e do FBI escoltaram os alunos da escola e levaram para um Hotel que foi estrategicamente usado para o encontro dos pais com os alunos.

O jornal CBS News relatou que os feridos foram entre 20 e 50 pessoas.

Uma equipe de resgate foi acionada e encaminhou vários feridos em ambulâncias para os hospitais da região. A equipe é especializada em acidentes em massa, ela é treinada para atender quando há mais de 20 feridos.

O Consulado-Geral do Brasil na Flórida informou que não havia informações das nacionalidades das vítimas do atentado. Segundo o Consulado, alguns estudantes da escola são brasileiros, mas que os mesmos não foram atingidos pelo tiroteio. “Encontram-se bem e sob segurança", prosseguiu o órgão do Itamaraty.

Nicolas Cruz foi detido logo após o atentado, com ele foram encontrados vários carregadores de munição para armas semiautomáticas.