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Segundo informações disponibilizadas on-line pelo site Siberian Times, um garotinho russo de apenas quatro anos de idade faleceu [VIDEO] na terça-feira (27) ao caminhar para fora de sua casa enquanto apresentava um episódio de Sonambulismo. A tragédia aconteceu porque o menino, que se chamava Bogdan, deixou a residência onde vivia durante a fria noite siberiana e acabou congelando até a morte [VIDEO] ao ser exposto a uma temperatura de -20 °C.

O incidente aconteceu na aldeia de Yaga, localizada no distrito de Uzhursky – o qual, por sua vez, se encontra na região conhecida como Krasnoyarsk, no oeste da Sibéria.

Assim que o distúrbio do sono se fez presente, Bogdan simplesmente se levantou de sua cama usando apenas roupas leves e nenhum calçado.

Como acontece com pessoas que possuem sonambulismo, o garotinho, com os olhos abertos, conseguiu realizar complexas tarefas motoras, tais como andar e abrir a porta de casa sem ter qualquer consciência do que fazia.

Mãe percebeu desaparecimento do filho tarde demais

Alheia ao que estava acontecendo, a mãe da criança, identificada apenas como Maria – os sobrenomes dos envolvidos não foram divulgados pela mídia internacional, só percebeu que o filho havia desaparecido quando acordou por volta das 6h (no horário local, 16h no horário de Brasília). A mulher começou a procurá-lo, quando saiu da residência, pôde ver que Bogdan havia deixado uma trilha de pequenas pegadas na neve que cobria o chão.

Maria seguiu o rastro e, infelizmente, encontrou o menino já sem vida na varanda de um vizinho.

Bogdan já havia apresentado anteriormente vários episódios de sonambulismo quando conseguiu sair de casa, mas a diferença crucial é que aqueles incidentes tinham acontecido durante a época do verão.

Conforme revelou o Siberian Times, uma investigação foi lançada pelo governo da Rússia com o intuito de apurar a trágica morte.

Difícil de acordar

De acordo com algumas fontes, tais como o Hospital Israelita Albert Einstein, o sonambulismo afeta cerca de dois milhões de brasileiros todos os anos, atingindo principalmente crianças entre os três e os 13 anos de idade.

É difícil fazer uma pessoa acordar enquanto ela está experimentando o distúrbio, e médicos aconselham que os portadores do problema sejam conduzidos de volta para suas camas sem que haja a necessidade de acordá-los, pois os sonâmbulos podem se tornar assustados, confusos e até agressivos se forem despertados de modo repentino.

No entanto, ao contrário do que diz a crença popular, não é perigoso acordar alguém com sonambulismo – aliás, a ONG americana National Sleep Foundation recomenda que as pessoas com o distúrbio sejam despertadas nos casos em que estejam se colocando em situações de risco.