Ao menos 18 pessoas foram levadas ao hospital após um suposto ataque com gás cloro em Ghouta Oriental, subúrbio leste de Damasco, síria, nesse domingo (25).

De acordo com a agência de notícias britânica Reuters, as autoridades sanitárias da área controlada por grupos armados opositores ao governo do presidente sírio Bashar al-Assad declararam que, após “uma enorme explosão” no bairro de al-Shayfouniya, ao menos 18 civis receberam tratamento médico que revelou sintomas de exposição a gás cloro, arma química proibida pelas convenções internacionais.

Além disso, os rebeldes garantiram que uma criança morreu devido possível ao ataque.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (SOHR, na sigla em inglês), entidade formada por um único funcionário, baseada em Londres e opositora ao governo sírio, confirmou a morte da criança à Reuters.

Rússia

O Centro para a Reconciliação das Partes Opostas na Síria, mantido pelo Ministério de Defesa da Rússia, havia alertado no mesmo dia que os extremistas utilizariam tal ataque para culpar o governo sírio.

“Evidências têm mostrado que os líderes das formações armadas ilegais em Ghouta Oriental estão preparando uma provocação usando agentes tóxicos para acusar as forças do governo de usarem armas químicas contra civis”, declarou o órgão, em comunicado emitido no domingo.

A mesma organização também acusou os grupos armados – muitos dos quais são fundamentalistas e, outros, terroristas ligados à al-Qaeda [VIDEO] – de fazerem dezenas de civis, entre mulheres e crianças, como reféns, e de impedir a população de sair de Ghouta Oriental.

O centro ainda informou que nesse final de semana, apesar do cessar-fogo aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, esses grupos continuaram bombardeando Damasco [VIDEO] e explodiram carros-bomba na região.

Governo sírio

Por sua vez, a governo sírio ainda não se pronunciou a respeito do possível ataque, segundo a Reuters. A administração do presidente Bashar al-Assad sempre negou fazer uso de armas químicas durante os quase oito anos de guerra na Síria.

Os Estados Unidos e governos aliados, bem como organizações não-governamentais opositoras, já acusaram o governo sírio de utilizar tais artefatos contra a população civil. Em 2014, a Síria recebeu uma missão liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), que observaram a destruição de todo o estoque de armas desse tipo pertencentes ao país árabe, lembra o portal da rede iraniana Press TV.