O Presidente da síria, Bashar al-Assad, foi colocado na lista de pessoas a serem assassinadas pelo serviço secreto israelense (Mossad), segundo o jornal Al-Jarida, do Kuwait.

Israel considera Assad como “líder de um grupo terrorista”, o que o transforma em uma ameaça a seus interesses nacionais, informa o veículo.

O Mossad teria tomado a decisão de eliminar o presidente sírio após este ameaçar bombardear o Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv. Assad teria advertido o presidente russo, Vladimir Putin, do possível ataque da Força Aérea da Síria, caso o Exército de Israel voltasse a atacar seu território e posições militares síria, violando sua soberania nacional.

'Lista negra'

Segundo o canal iraniano HispanTV, esta seria a primeira vez que o Mossad, mais precisamente a unidade Caesarea do serviço de inteligência, inclui um chefe de Estado em sua lista de alvos fatais.

Entretanto, líderes de grupos armados inimigos de Israel já figuravam na lista. Entre eles, o secretário-geral do partido político e organização armada libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah. Também já estavam na lista o major-general iraniano Qasem Soleimani e dirigente do grupo de resistência palestino Hamas, Ismail Haniya.

O Mossad, que em 70 anos de história teria assassinado ao menos 3 mil pessoas, montou uma rede para espionar Síria, Líbano e Iraque, segundo noticiou ano passado um diário libanês.

Inimigos históricos

Desde o início da guerra na Síria, em 2011, o governo da Síria e analistas independentes têm denunciado o envolvimento de Israel no apoio à queda de Bashar al-Assad.

Israel frequentemente realiza ataques aéreos e de artilharia a posições militares das forças armadas sírias. Tais incursões são denunciadas por Damasco como tendo o objetivo de contribuir com organizações terroristas, uma vez que alguns desses ataques ocorreram exatamente no meio de combates entre os militares sírios e membros do Estado Islâmico e outros agrupamentos armados.

Armas israelenses também já foram encontradas em posse de grupos terroristas que atuam na Síria e lutam para derrubar o governo.

Esse é apenas mais um episódio em que Síria e Israel estão em lados opostos no campo de batalha. Desde a criação do Estado de Israel, em 1948, as relações entre os dois países são extremamente tensas.

A Síria nunca reconheceu o Estado de Israel e guerreou diretamente contra ele em 1948, 1967 e 1973. Em 1967, o regime israelense conquistou as Colinas de Golã, pertencentes à Síria, que reivindica seu território até os dias atuais.

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