Quadrilhas vêm praticando uma nova modalidade de Tráfico de drogas. Pela facilidade da entrada da maconha no Paraguai, esse novo método tem sido adotado pelo narcotráfico, acontece da seguinte maneira, a quadrilha usa veículos roubados no Brasil e os carregam com drogas ,que sai da costa do rio Paraná para o seu destino em Misiones que é uma província Argentina situada ao nordeste do país.

A Polícia de Misiones apurou que 90% dos veículos apreendidos em casos relacionados ao tráfico de drogas seriam de carros produtos de roubo no Brasil, principalmente do Estado de Santa Catarina e em menor quantidade no Paraná.

Os veículos eram levados para a Argentina nos 30 quilômetros de fronteira seca, localizada entre Bernardo de Irigoyen e San Antonio. Mas ultimamente com resultado do trabalho da polícia local, o cruzamento desses veículos mudou para o sul. Em embarcações bem precárias feitas de alumínio, com tábuas e o uso de motores náuticos de baixa potência, os veículos na sua grande maioria camionetes. são transportados até chegarem no território argentino, o percurso leva alguns minutos indo através de passagens clandestinas.

As quadrilhas então trocam esses veículos por drogas ou vendem-nas por somas que variam de 20.000 a 30.000 pesos.

Só ano passado a polícia de Misiones devolveu ao Brasil 104 veículos que foram encontrados principalmente na área mais quente do narcotráfico, em Jardín América, a 100 quilômetros de Posadas. Quase todos os veículos com os bancos traseiros removidos e o banco direito dianteiro também para maximizar a capacidade de carga. E colocaram placas de licença para veículos argentinos, de modo a não levantar suspeitas.

Nessa área foram confiscados 41 carros, dois caminhões, 23 vans, oito peruas combis e 31 motocicletas.

Uma das principais organizações que operam nessa área é o "Clan M". Esta família começou com suas ações criminosas traficando cigarros do Paraguai, e rapidamente migraram para o narcotráfico, onde os lucros se multiplicam.

Essa família teve forte ligação com pessoas do meio político. E era evidente a ostentação que praticavam na região como construções luxuosas e carros importados

Segundo informações da polícia local uma boa parte do dinheiro fruto do tráfico foi lavada em farmácias, supermercados, lavanderias, hotéis e outras empresas geridas por homens a frente da quadrilha.

As últimas apreensões de grandes cargas pelas forças policiais e federais forçaram os narcotreficantes a mudar sua estratégia: a coleta de maconha que entra do Paraguai já não é feita na costa do rio Paraná. Agora eles têm seus depósitos na margem direita da rota 12, mais para o centro da província.

"Eles compram serralherias desativadas e campos para transformá-los em depósitos onde a droga fica escondida até enviá-la para Buenos Aires, principalmente com a carga disfarçada de muita madeira. Eles sempre procuram uma fachada legal ", disse um ex trabalhador local.

Em Misiones, a policia local depois de muitos anos apenas combaterem o tráfico de drogas, se juntaram a força nacional, para investigar e combater os traficantes de drogas. Em 2015 com apenas a policia local haviam confiscado 1.027 quilos de maconha em 60 procedimentos; enquanto que 2017 junto com polícia nacional foram 21 toneladas em 282 intervenções. Tudo isso com uma ação de apenas 59 agentes antidrogas e pouca tecnologia.

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