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Imagine ir a um ortodontista para fazer ajustes simples em seu aparelho dental e acabar quase morrendo [VIDEO], após desenvolver uma doença que te obrigará a visitar regularmente um hospital pelo resto da vida. Por mais bizarro e improvável que possa parecer, foi exatamente isso o que aconteceu com a adolescente britânica Leah Kitchen, que atualmente possui 15 anos de idade e vive em Thorngumbald, na Inglaterra [VIDEO].

Segundo os sites Hull Daily Mail e Metro, a garota ficou doente no final de 2017, e sua enfermidade foi tão severa que somente na semana passada ela se sentiu bem o bastante para frequentar a escola de segunda a sexta-feira de forma ininterrupta, sem ter a necessidade de faltar às aulas para repousar.

O início de tudo

O martírio de Leah começou após a adolescente ter feito uma visita ao seu ortodontista, já que o aparelho dental dela precisava ser apertado. De início, parecia que não havia nada errado, mas, depois uma semana, os problemas surgiram: a jovem começou a apresentar febre alta, calafrios e dores em várias partes do corpo (cabeça, músculos e juntas).

Preocupada com a situação, a mãe de Leah, Andrea Kitchen (42), levou a garota até o hospital Rosedale Community Unit, localizado na cidade de Hull, onde os médicos disseram que a menina estava apenas com gripe. No entanto, após a consulta, o estado de saúde da adolescente pirou ainda mais e ela passou a demonstrar confusão mental e esquecimento.

Diagnosticando o problema

Andrea decidiu tentar outro atendimento médico, mas desta vez no Hull Royal Infirmary.

A realização de uma ressonância magnética indicou que Leah possuía uma infecção que estava afetando sua espinha dorsal e seu cérebro. Ela já havia sofrido dois pequenos derrames (os quais motivaram a confusão mental). Além disso, surgiu um diagnóstico perturbador: a adolescente estava sofrendo de uma doença potencialmente mortal chamada endocardite, causada por bactérias que entram na corrente sanguínea e viajam até o interior do coração.

De acordo com o site Metro, o mais espantoso é que os médicos suspeitam que a enfermidade possa mesmo ter tido início quando o aparelho ortodôntico de Leah foi apertado – o metal da peça corretiva deve ter provocado uma ferida pela qual os microrganismos nocivos foram introduzidos no sangue da garota. Encontrando um ambiente propício para sua multiplicação, os germes se espalharam pelo corpo.

Em primeiro de dezembro de 2017, a adolescente foi transferida para o hospital Leeds General Infirmary e passou por uma cirurgia de coração aberto (na qual o órgão continua batendo) de cinco horas e meia.

Ela ainda ficou internada durante oito semanas, tempo no qual tomou doses permanentes de antibióticos até se recuperar.

Conscientização

Devido à gravidade da doença, Leah precisará fazer exames médicos periódicos pelo resto de sua vida, mas Andrea Kitchen revelou que a filha já está "90% de volta ao seu normal" – apesar de agora ela se cansar bem mais facilmente.

Em face da experiência, mãe e filha decidiram iniciar uma campanha com o intuito de angariar dinheiro para o assim chamado Children's Heart Surgery Fund ("Fundo de Cirurgia Cardíaca Infantil" em tradução livre) – entidade que atua nas regiões de Yorkshire e North Lincolnshire, na Inglaterra –. A dupla quer aumentar a conscientização das pessoas acerca da endocardite.

Andrea revelou ao Hull Daily Mail que sua principal preocupação ainda é com as crianças que usam aparelhos ortodônticos, mas ela enfatizou que tatuagens e piercings também podem ser portas de entrada para a doença, e que é muito importante procurar ajuda antes que a enfermidade chegue a um estágio avançado.