Hoje, dia 11 de março, o governo chinês aprovou uma emenda que acaba com o limite do mandato do presidente, possibilitando que o atual presidente, Xi Jinping, fique em seu cargo de forma vitalícia. Em um contexto de muito poder, repreensão e maioridade numérica no parlamento, ninguém duvidava da aprovação da emenda.

Ao analisar a possibilidade de obter um cargo vitalício, Xi Jinping obtêm o poder que julga ser o necessário para levar a China à um novo patamar na economia e influência politica no âmbito mundial.

Com a emenda, o presidente chinês poderá exercer seu cargo com maior facilidade, eliminado opositores e funcionários corruptos de seu partido sem muitos problemas.

Mesmo sendo um dos maiores líderes socialistas da história, Xi Jinping está muito longe de ser um anticapitalista, tanto que, em outubro de 2017, indicou que estava surgindo uma nova era na economia chinesa, aberta aos interesses das empresas estrangeiras.

Na ocasião ele afirmou: "A abertura traz progresso para nós, enquanto o isolamento nos deixa atrasados.

A China não fechará suas portas para o Mundo, estaremos cada vez mais abertos"

Votação e o que a emenda muda

A votação contou com mais de 3 mil representantes, e foi acompanhada por diversos jornalistas no "Grande Salão do Povo", tendo apenas 2 votos "não" e 3 abstenções.

A Constituição chinesa permitia ao presidente apenas 2 mandatos, porém, com a emenda, o presidente obteve o direito de permanecer no seu cargo até sua morte.

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Mundo

Em um contexto geral, o governo chinês aprovou ao todo 21 emendas constitucionais em uma única votação.

Logo depois que a proposta do cargo de presidente permanente surgiu, vários chineses, em suas redes sociais, criticaram a proposta, comparando-a com o governo da Coreia do Norte, porém as mesmas foram apagadas algum tempo depois.

Governo poderoso

De acordo com France Presse, ninguém seria atrevido o suficiente para votar contra o presidente, que desde que assumiu a presidência do PCC no fim de 2012, só tem aumentado seu poder e repressão aos seus opositores.

Um exemplo disso foi o vencedor do prêmio Nobel da Paz de 2010, Liu Xiaobo , que acabou morrendo em uma prisão chinesa por conta das leis contra os direitos humanos no país.

France também alega que nenhum político deve votar contra o segundo mandato do presidente, que ocorrerá em pouquíssimos dias.

Mas o especialista adverte que poderá ocorrer algumas discrepâncias sobre isso.

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