O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy prestou nesta terça-feira, dia 20; e quarta-feira, dia 21, um longo depoimento à Justiça do país europeu. Sarkozy foi interrogado ao longo de 26 horas, com apenas uma pausa para dormir em sua casa na noite de terça para quarta-feira. A informação foi veiculada pelo portal G1.

O ex-presidente foi indiciado nesta quarta-feira por corrupção passiva, financiamento ilícito de campanha eleitoral e acobertamento de fundos públicos líbios. Sarkozy se diz inocente e diz estar vivendo “o inferno da calúnia”.

O ex-presidente esteve à frente da política francesa durante os anos de 2007 e 2012.

Sarkozy é acusado de ter recebido 50 milhões de euros do ex-ditador líbio Muammar Khadafi para sua campanha eleitoral de 2012, quando foi derrotado pelo socialista François Hollande. Na ocasião, a quantia máxima permitida para uma campanha eleitoral na França era de 21 milhões de euros.

Em 2016, o empresário líbio-francês Ziad Takieddine afirmou ter transportado 5 milhões de euros de Trípoli a Paris entre os anos de 2006 e 2007.

Takieddine afirma ter entregue o dinheiro à Sarkozy, que na época ocupava o cargo de ministro do interior. Sarkozy também teria recebido opositores de Khadafi na sede do governo francês em março de 2011.

Em sua defesa, o ex-presidente se diz inocente e afirma que “as características altamente suspeitas e o passado muito carregado de Takieddine" devem ser levados em consideração pela Justiça francesa.

Sarkozy foi também um dos líderes dos ataques da Otan contra o regime líbio que culminaram na morte de Khadafi em outubro de 2011.

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