Segundo informações do The Guardian, foi publicado nesta quarta-feira (14) o documento elaborado anualmente pela Organização das Nações Unidas chamado de Relatório Mundial da Felicidade (World Happiness Report), que como o próprio nome diz, cataloga o grau de felicidade sentido pelas populações que vivem nos 156 países [VIDEO] onde os dados foram colhidos.

Em 2018, a Finlândia foi classificada como a nação mais feliz de todo o planeta, saltando do quinto lugar – obtido no ano passado – para despontar na liderança do ranking. A seguir se encontram: Noruega, Dinamarca e Islândia.

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Apenas a Suécia ficou fora da sequência dominada pelos países escandinavos (situados no norte da Europa [VIDEO]), figurando na 9ª colocação.

Conforme consta no relatório da ONU, todas as nações nórdicas obtiveram destaque porque possuem altos índices favoráveis em relação alguns quesitos, como renda elevada e boa expectativa de vida.

Os habitantes locais também têm percepções muito positivas a respeito de generosidade, confiança, apoio social e liberdade.

O país mais seguro e melhor governado do mundo

Contando com 5,5 milhões de habitantes, a Finlândia só obteve sua independência em 1906 – antes disso, fazia parte da Rússia –, e em um espaço de tempo de pouco mais de 100 anos, se tornou uma nação notável.

No Relatório Mundial da Felicidade, o país foi classificado como o mais seguro, o mais estável e o melhor governado de todo o globo terrestre. Além disso, está entre os Estados menos corruptos, e sua polícia é a mais confiável do mundo.

De acordo com Meik Wiking, diretor executivo do Instituto de Pesquisas da Felicidade da Dinamarca, as nações nórdicas possuem alguns dos impostos mais altos do planeta, mas as populações locais, ao invés de se oporem, apoiam a carga tributária, porque veem esses altos encargos como investimentos em qualidade de vida e sabem que o dinheiro bem administrado pelo Estado acabará retornando para o próprio povo: sistema público de saúde que realmente funciona e educação gratuita de extrema qualidade – desde a pré-escola à universidade – são apenas dois exemplos.

Para Wiking, a Finlândia estar ocupando o topo do ranking é algo "notável", uma vez que o seu PIB per capita – Produto Interno Bruto (soma de todos os bens e serviços produzidos durante um determinado período de tempo) dividido pela quantidade de habitantes – é mais baixo do que o dos seus vizinhos escandinavos, e é muito inferior ao dos Estados Unidos. No entanto, o pesquisador possui uma explicação bem sucinta para o sucesso do país no quesito felicidade: "Os finlandeses são bons em converter a [sua] riqueza em bem-estar".