Em uma comunidade de Mogadíscio na Somália, um grupo de muçulmanos radicais vem causando caos e medo, inclusive entre parentes, tudo porque a região vem sendo tomada por grupos extremistas que, semelhante ao estado islâmico, não toleram a presença de cristãos ou de qualquer grupo ou indivíduo que prega o nome de Jesus Cristo.

Um morador que não quis se identificar revelou que a comunidade inteira vive momentos de pânico por conta de intolerância religiosa. Muitos relatam, inclusive, que tais intolerâncias vêm sendo praticadas até mesmo entre os parentes.

Segundo informações da agência World Watch Monitor, que monitora os índices de intolerância religiosa no mundo todo, está havendo perseguição e opressão até entre netos que não aceitam a religião dos avós, a agência informou ainda que há relatos de assassinato entre membros da mesma família, como por exemplo netos que mataram os avós simplesmente por intolerância religiosa.

Um senhor relatou que aqueles que nasceram por volta dos anos 90, não aceitam os avós que seguem o cristianismo, vale lembrar que até pouco tempo atrás, a região contava com a maioria "cristãos", como os jovens atuais se converteram a outra religião, eles simplesmente não aceitam que seus avós e pais permaneçam acreditando em "Jesus Cristo" como o único salvador.

O mesmo entrevistado afirmou ainda que muitos moradores antigos estão fugindo da comunidade para sobreviverem.

O principal motivo desses ataques é a volta das atividades Al-Shabaab, afiliado da Al-Qaeda, que também é afiliado ao Estado-Islâmico, isso põe em risco a prática das atividades conhecidas como "evangelização" pelo público cristão, bem como as reuniões e cultos de adoração na comunidade.

Ao que tudo indica, a partir desse momento, os fiéis que permanecerem cristãos, terão que seguir sua fé escondidos, fazendo cultos em lugares privados e secretos como já acontece em diversas regiões e cidades onde o Estado-Islâmico têm atividades.

Um líder, que também não quis se identificar, afirmou que considera a comunidade ameaçada, esse mesmo líder cresceu na região, e mesmo assim vive o medo diário por conta dos ataques dos jovens radicais.

A agência World Watch Monitor informou também que várias igrejas tiveram que ser fechadas, por conta dos ataques, as atividades cristãs se tornaram um risco à vida, segundo ela. Mas emitiu uma nota pedindo que todos os moradores das regiões próximas denunciem, na esperança das autoridades tomarem as providências necessárias.