Matthew Heimbach, um proeminente líder nazista dos Estados Unidos [VIDEO], foi detido na cidade de Paoli (Indiana) na última terça-feira (13) por violência doméstica contra a esposa. Entretanto, ele foi solto após pagar fiança de 1 mil dólares (3,2 mil reais), segundo o jornal The Washington Post.

Ele teria atacado a esposa após ela e seu padrasto, Matt Parrott, flagrarem o encontro amoroso de Matthew com Jessica Parrott, esposa de Matt. De acordo com as autoridades locais, Matthew ainda sufocou e tirou momentaneamente a consciência de Matt, após a briga.

Heimbach é o líder e fundador do Partido Tradicionalista dos Trabalhadores (TWP, na sigla em inglês), uma organização de extrema-direita [VIDEO] afiliada à entidade neonazista Frente Nacionalista.

O lema de seu partido, criado em 2013 por ele e Matt Parrott, é “Lutar pela fé, família e raça”, informa o diário britânico The Guardian.

Após o incidente, aparentemente houve um racha definitivo no TWP, uma vez que Parrott decretou publicamente que “está fora do jogo”.

Esse não foi o primeiro caso de violência envolvendo Matthew Heimbach. O jornal inglês lembra que, dias antes, imagens o mostravam arrumando confusão com manifestantes antinazistas devido à aparição do líder supremacista Richard Spencer para fazer uma palestra na Universidade Estadual de Michigan – que terminou por ser cancelada. Pouco antes, Spencer já havia cogitado deixar o movimento ativista de extrema-direita dos EUA por causa da imagem desgastada nos meios de comunicação.

Em 2016, Heimbach também esteve envolvido em um confronto durante protesto na cidade de Louisville (Kentucky) pela candidatura de Donald Trump à Presidência dos EUA.

Segundo o Washington Post, no ano seguinte, ele se declarou culpado pelo distúrbio e teve sua prisão suspensa com a condição de não ser acusado de cometer mais nenhum crime durante dois anos.

De acordo com entidades e analistas consultados pelo The Guardian, os movimentos de extrema-direita vêm perdendo fôlego após terem visto uma ascensão no início do mandato de Trump. No ano passado foi amplamente noticiado no mundo todo o confronto entre manifestantes supremacistas e antirracistas em Charlottesville (Virgínia), no qual a ativista Heather Heyer foi morta por simpatizantes nazistas.

Entre as organizações de extrema-direita que ganharam destaque devido à violência em Charlottesville estão a Vanguarda da América e Identidade Evropa, que vem perdendo expressiva parcela de seus membros ultimamente.