Ávidos estudiosos do universo, os astrônomos [VIDEO] são as principais autoridades quando o assunto são as estrelas e demais corpos celestes. Porém, ninguém sabe o que Peter Dunsby, professor de cosmologia da Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul), andou fumando quando anunciou a ‘nova descoberta de um astro extremamente brilhante’, em 20 de março.

Convicto de que tinha notado um corpo celeste inédito, ele publicou seu infeliz achado em uma página restrita aos astrônomos, Astronomers Telegram (Telegrama do Astrônomo).

Empolgado com a ‘luz incomum’, que julgava ser um corpo celeste desconhecido, o professor Dunsby escreveu o relatório para os colegas, com direito a argumentos científicos e a jargões astronômicos.

“Peter Dunsby (Universidade da Cidade do Cabo) relata a detecção de um transiente óptico muito brilhante na região entre a Lagoa e Nebulosas Trífidas com base em observações obtidas na Cidade do Cabo em 20 de março de 2018, entre 01:00 e 03:45 UT. O objeto ficou visível durante toda a duração das observações e não foi visto quando este campo foi observado anteriormente (08 de março de 2018). Os transientes ópticos têm pelo menos a primeira magnitude e estão localizados nas seguintes coordenadas: RA (2000): 18h 04m 50s Declinação (2000.0): -23d 29m 58s. As coordenadas são precisas em alguns segundos de arco.

Não existe uma contraparte óbvia nesta posição nas placas do Digital Sky Survey. As observações foram obtidas usando um refrator de 80mm. O URL anexado mostra a imagem deste campo (2,3 x 1,7 graus, escala de 9 arcsegundos por pixel) em 20 de março de 2018. O transiente óptico é a estrela mais brilhante no campo. Outras observações são fortemente encorajadas a estabelecer a natureza deste transitório óptico muito brilhante”. Confira o recado na íntegra.

A 'descoberta'

Apesar da felicidade inicial, a alegria durou pouco. Quarenta minutos depois, o próprio cientista [VIDEO] foi abalado pela realidade dos fatos. Percebeu que havia cometido a gafe do ano. A pretensa descoberta era o conhecido planeta Marte, analisado quatro séculos atrás por Galileu Galilei.

Rapidamente ele escreveu uma nota admitindo o engano. “O objeto relatado no ATel 11448 foi identificado como Marte.Nossas sinceras desculpas pelo relatório anterior e os inconvenientes causados”.Veja abaixo.

Contudo, nem mesmo os colegas conseguiram ignorar o atrapalhado comunicado. No perfil do Twitter do Astronomers Telegram, os profissionais criaram um falso diploma para o professor, ironizando o anúncio dado por Peter Dunsby.

“Para a descoberta de Marte. Parabéns, Prof. Peter Dunsby!”.

Depois dessa, tudo indica que ele vai parar de usar drogas durante as pesquisas.