Intitulado “Os militares continuam a encontrar UFOs. Por que o Pentágono não se importa?”, o artigo em destaque no jornal estadunidense The Washington Post, um dos mais conceituados do planeta, escrito na sexta-feira (9), exibe uma nova gravação relacionada a perseguição de um objeto voador não identificado (ovni/UFO [VIDEO]).

Christopher Mellon, responsável pela recente divulgação, e que serviu como vice-secretário adjunto de defesa para Inteligência nas administrações Clinton e George W.Bush,destaca que esse tipo de acontecimento é frequente.

Segundo ele, Funcionários do Departamento de Defesa dizem que desde 2015 diversos ovnis foram observados ao longo da Costa Oriental. Em 2017, por exemplo, caças militares acompanharam um UFO [VIDEO] que invadiu o espaço aéreo do país.

“A Força Aérea lançou [caças] F-15 em outubro passado em uma tentativa fracassada de interceptar uma aeronave não identificada de alta velocidade atravessando o noroeste do Pacífico”, comenta Mellon.

Sobre o mais recente vídeo gravado pelos militares, o homem que trabalhou no setor de Inteligência das administrações Democratas e Republicanas, destaca que o objeto voador não identificado foi interceptado pela Marinha norte-americana, na costa Leste em 2015.

Acrescenta também que a gravação foi exposta pelo pessoal da Academia de Artes e Ciências das Estrelas - empresa privada de pesquisa científica destinada a desvendar o fenômeno - da qual ele é conselheiro e conta com diferentes cientistas e artistas, entre eles Tom DeLonge - ex-Blink 182.

Apesar das frequentes ocorrências envolvendo esse tipo de evento, Mellon enfatiza a aparente falta de interesse do governo em investigar esses objetos, com capacidade tecnológica superior a de qualquer nação da Terra.

“É possível que a América tenha sido tecnologicamente saltitada pela Rússia ou pela China? Ou, como muitas pessoas se perguntavam depois que os vídeos foram publicados pela primeira vez no New York Times em dezembro [2017], eles poderiam ser evidências de alguma civilização alienígena? Infelizmente, não temos ideia, porque nem estamos buscando respostas”, desabafa.

Mellon, que passou anos em contato com os militares dos Estados Unidos, e também serviu como diretor de pessoal do Comitê de Inteligência do Senado, acentua ter presenciado, nos últimos dois anos, inúmeras discussões entre funcionários do Pentágono a respeito do surgimento dessas naves, cuja origem permanece um mistério para todos os governos do planeta.

Fala também que as autoridades preferem fechar os olhos para o problema.“Os departamentos e agências militares tratam tais incidentes como eventos isolados e não como parte de um padrão que requer uma atenção e uma investigação sérias.Um colega meu na Academia das Estrelas, Luis Elizondo, costumava dirigir um programa de inteligência do Pentágono que examinava a evidência de aeronaves anômalas, mas renunciou no último outono para protestar contra a falta de atenção do governo para o crescente número de dados empíricos”, acrescenta.

Veja a gravação abaixo. Para ir direto ao que interessa, adiante o filme em 1min22.