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Em meio à assinatura do documento que trata do plano de tarifas [VIDEO] a serem aplicado a produtos chineses, nessa quinta-feira (22), na capital Washington, o presidente americano, Donald Trump, foi categórico e disse que a China rouba propriedade intelectual do país, além de salientar a existência de um rombo na balança comercial americana em favor do gigante asiático.

Não há consenso sobre os valores referentes ao déficit bilionário dos Estados Unidos, que é o maior do mundo, que desequilibra suas relações com os principais parceiros comerciais. Fontes citam valores como US$ 375 bilhões ou US$ 504 bilhões somente nas transações com a China.

Com relação às perdas financeiras decorrentes da transferência de tecnologia forçada – sem a qual os negócios com os chineses não podem ser concluídos, segundo o dignitário máximo americano –, essas podem somar entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões, o que corresponde ao total a ser ‘‘recuperado’’ por meio da medida que taxará aproximadamente 1.300 produtos, dos mais simples aos mais avançados tecnologicamente.

Prazo para as tarifas entrarem em vigor

O prazo para a entrada em vigor das tarifas será de 30 dias a partir da divulgação da lista de produtos afetados pela taxação pelo escritório do representante de Comércio dos Estados Unidos, comandado por Robert Lighthizer, o que deve ocorrer em 15 dias, contados da assinatura da ordem. Também haverá um prazo de 60 dias, dado por Trump ao Departamento de Tesouro, com a finalidade de decidir sobre eventuais restrições ao investimento chinês em solo yankee.

Ao que tudo indica, Pequim adotará uma postura colaborativa num primeiro momento e, junto com Washington, estudará uma maneira de levar a efeito um pedido do presidente americano para reduzir em pelo menos US$ 100 bilhões o déficit americano. O chefe do Executivo americano adotou um tom suave ao fazer os anúncios, afirmando que considera o povo chinês amigo, e tem respeito por Xi Jinping, seu homólogo chinês.

Possível futura retaliação chinesa

Todavia, não está descartada, no futuro, a possibilidade de haver retaliação por parte da segunda economia do planeta, uma vez que essa claramente tem planos de se consolidar como a superpotência que ocupará o posto que hoje pertence aos Estados Unidos, e isso passa necessariamente pela questão econômica.

Os reflexos na economia brasileira foram inevitáveis, com o dólar comercial alcançando a maior cotação desde 28/12/2017, sendo vendido a R$ 3,31 (alta de R$ 0,041 ou 1,27%), e recuo de 0,25% no índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, o que significou a interrupção de duas altas consecutivas.