A jornalista canadense Eva Bartlett viajou em 2017 à Coreia do Norte [VIDEO], país comumente chamado de "o mais fechado do mundo”.

Ela registrou sua Viagem em fotos e vídeos, tanto da capital (Pyongyang), como de outras cidades e do interior do país. Em uma palestra realizada há um mês, na Irlanda do Norte, ela tentou desmistificar alguns preconceitos [VIDEO] sobre o país asiático.

“Muita gente acredita que o que está acontecendo na Coreia do Norte é sobre um homem louco, com um corte de cabelo ruim e com a mão no botão coçando para explodir armas nucleares [VIDEO]”, disse.

Ela esteve na Coreia do Norte durante uma semana, em agosto do ano passado, “em um esforço para ouvir os norte-coreanos e ter uma base do que eles têm a dizer e [ver] como é sua vida”.

“Dirigindo por mais de 100 km ao sul de Pyongyang, para a Zona Desmilitarizada, eu vi durante todo o caminho uma infinidade de plantações de milho e arroz. Isso é notável, porque a Coreia do Norte teve um surto de fome nos anos 90 e todo esse ônus foi jogado sobre o governo, sem nenhuma menção às sanções ilegais que o país esteve submetido por décadas”, completou.

Ela disse ter achado impressionante a reconstrução do país, especialmente de sua agricultura, que foi devastado pela guerra de 1950 a 1953. “Eu visitei uma fazenda e as casas dos camponeses que são muito modernas, com painéis solares, aquecedores solares de água funcionavam em seus próprios terrenos onde cresce milho, e os camponeses trabalhavam coletivamente na fazenda.”

Eva Bartlett também foi ao Palácio das Crianças de Pyongyang, que recebe 5 mil crianças diariamente e tem uma “piscina impecável, oferece ciência e esportes, cultura (como dança e música), como atividades extracurriculares”.

A jornalista também conheceu o Palácio de Ciência e Tecnologia, que conta com 3 mil computadores que funcionam por meio de painéis solares, “e que oferece a mais alta educação a distância para as pessoas que vivem no interior do país e que não podem estudar no modo presencial”, apontou durante a palestra, que foi transmitida pela plataforma RT-UK.

Ela criticou a cobertura da mídia internacional sobre a vida no país. “Mas nos dizem que isso tudo é uma fachada para enganar os estrangeiros que visitam a Coreia do Norte”, disse. Como exemplo, ela citou uma alegação de que o arroz e o milho das colheitas seriam de plástico, e não de verdade. “É muito mais fácil plantar milho e arroz do que fazer campos de plástico por centenas de quilômetros”, ironizou.

“Mas eu penso que Kim Jong-un é muito claro em sua retórica e ele não está exigindo respeito, não está pedindo para você pensar que a Coreia do Norte é como uma sociedade ocidental”, finalizou.

Bartlett ainda visitou um zoológico e um parque de diversão norte-coreanos, onde pôde interagir com os cidadãos do país, e concluiu:

“Eu vou voltar à Coreia do Norte, mas como uma outra nação querida para mim, porque ela é maravilhosa, o povo é extraordinário, hospitalar, generoso, acolhedor, um dos povos mais amáveis que eu já conheci.”