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A visita dos inspetores da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq), que investigam um suposto ataque de armas químicas na cidade síria de Douma feita pelo exército da Síria [VIDEO] no dia 7 de abril, teve que ser adiada devido à falta de segurança após a equipe ouvir disparos de arma de fogo perto do local, disseram fontes à agência de notícias Reuters.

Segundo uma fonte ligada à agência, uma equipe de campo da Opaq “encontrou uma situação de insegurança” após disparos serem ouvidos perto do local da investigação, o que levou a equipe adiar a missão. Na ONU (Organização das Nações Unidas), o embaixador sírio Bashar al-Jaafari disse que a equipe da Opaq reiniciaria seus trabalhos de investigação em Douma nesta quarta-feira (18) se as equipes de segurança internacional no local considerasse que a situação estar sob controle.

Uma fonte interna na ONU informou que provavelmente a missão não se reiniciaria nesta quarta, mas não deu mais informações, segundo informações passadas à Reuters.

Relembre o caso

No dia 7 passado, um suposto ataque químico com gás venenoso feito pelo regime do ditador Bashar al Assad, que tem a poio da Rússia, teria matado 40 pessoas e deixado outras 500 hospitalizadas, segundo os Capacetes Brancos e a ONG Syrian American Medical Society.

A Rede Síria dos Direitos Humanos e o Centro de Documentação de Violações denunciaram um dos ataques. Segundo as entidades, um ataque aéreo com cloro foi desferido contra civis por volta das 16h sobre a Rua Omar bin Al Jatab, em Douma. Mais tarde outro ataque químico foi denunciado por volta das 19h30 próximo à Praça dos Mártires.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que, baseada em informações coletadas com entidades locais, mais de 70 pessoas que teriam se escondido em porões no momento do ataque morreram e que 43 das vítimas apresentaram sintomas de agentes químicos altamente tóxicos.

Esse suposto ataque com agentes químicos desencadeou uma série de especulações e acusações tanto dos opositores de Assad, que o acusaram de ser o mandante do ataque, quanto dos seus aliados, como a Rússia e o Irã, que acusam os rebeldes de forjarem um ataque para pressionar o governo sírio diante das potências mundiais.

No último sábado (14), uma equipe de investigação da Opaq teria sido impedida de ter acesso a Douma pelas forças do regime sírio, que alegaram falta de segurança no local, o que causou suspeitas por parte dos Estado Unidos e de seus aliados.

Ofensiva diplomática

Na noite de sexta-feira (13) forças militares dos Estados Unidos [VIDEO], Reino Unido e Franças desferiram um ataque conjunto contra pontos estratégicos da Síria em retaliação ao ataque químico supostamente feito pelo ditador Bashar al Assad contra civis em Douma.

A TV síria divulgou que ataques aéreos atingiram a capital Damasco e áreas ao redor, e que os sistemas de defesa sírio reagiram atingindo 13 mísseis em Al Kiswah, nos subúrbios de Damasco.

A Síria e a Rússia, sua aliada na guerra, negam que tenham usado armas químicas e acusam os rebeldes de criarem uma farsa.