Segundo os sites Yahoo News e Mail Online, Evgeny Buzhinskiy, um ex-general da Rússia [VIDEO], afirmou que o episódio envolvendo o ataque a dois ex-espiões de sua nação em solo britânico [VIDEO] está criando uma situação que pode levar ao fim da espécie humana – em outras palavras, o incidente tem a possibilidade, na opinião dele, de ocasionar uma catastrófica guerra nuclear mundial.

Este impasse teve início no dia quatro de março, quando Sergei e Yulia Skripal (pai e filha) foram envenenados em Salisbury, cidade da Inglaterra, com um agente químico que afeta o sistema nervoso. O composto – pertencente a uma classe chamada "Novichok" – foi colocado na maçaneta da porta de entrada da casa onde a dupla vive, e depois que eles tocaram na substância, colapsaram em um parque situado nas proximidades de sua residência.

Os dois foram levados a um hospital e colocados em coma induzido. Até o momento, o homem continua em estado grave, mas sua filha está se recuperando rapidamente.

Este incidente acabou provocando uma intensa troca de acusações entre Reino Unido e Rússia, onde um lado começou a dizer que o outro estava envolvido no envenenamento por diferentes motivos. Na sequência, o governo britânico decidiu expulsar diplomatas russos de seu território – ato que foi seguido por outras nações europeias e pelos Estados Unidos –, mas o Kremlin devolveu na "mesma moeda", também banindo representantes de alguns países.

Situação perigosa

A Rússia nega veementemente que esteja por trás do ataque, e Evgeny Buzhinskiy, que serviu no exército daquela nação por 41 anos (tendo se aposentado em 2009), afirmou que a expulsão mútua de diplomatas pode levar a um impasse nas relações exteriores dos países envolvidos no caso, o que, por sua vez, "acabaria em um resultado muito ruim".

Para o militar, se a situação continuar a se desenvolver da maneira atual, haverá, em última instância, a deflagração uma guerra – a qual seria "a última na história da humanidade", visto que potências nucleares se enfrentariam.

Buzhinskiy acredita que o cenário de agora é pior que o da época da Guerra Fria – onde ocorreram apenas disputas estratégicas e conflitos indiretos entre EUA e União Soviética –, uma vez que a batalha decorrente seria real, com os inimigos se atacando mortalmente.

O ex-general confidenciou que os Estados do ocidente estão fazendo "uma coisa muito perigosa" ao tentarem "encurralar" o seu país diplomaticamente. Ele explicou que os cidadãos russos agem de um modo específico quando são pressionados por outras nações: quanto mais coação externa existir, mais a sociedade se concentrará em torno do presidente Vladimir Putin, e as tensões apenas se agravarão.