Segundo os sites SWNS e Mirror, uma jovem inglesa que está em seu primeiro ano de faculdade fez uma descoberta chocante depois que apresentou uma dificuldade aparentemente inofensiva de visão – e o pior é que dois doutores que a examinaram acharam que ela estava apenas com stress.

No início de 2018, a estudante de enfermagem Charlotte Taylor, de 19 anos de idade, começou a sentir dores de cabeça constantemente, e passou a ter problemas para enxergar com nitidez as mensagens de texto que recebia em seu celular. Assim, temerosos com a situação, os pais da universitária que reside na cidade de Bromsgrove a enviaram para ser examinada por clínicos gerais.

Em duas consultas médicas diferentes, o diagnóstico foi o mesmo: exaustão ou esgotamento, um mal que poderia ser tratado com medicamentos de uma classe chamada betabloqueadores. Contudo, os remédios não fizeram efeito e os sintomas começaram a piorar, chegando ao ponto em que a jovem já enfrentava obstáculos para preencher formulários.

Como a redução da capacidade de enxergar era preocupante, Charlotte optou por visitar um oftalmologista, e o profissional de saúde rapidamente concluiu que a estudante estava sofrendo de papiledema, ou inchaço do nervo ótico – condição que indicava a existência de pressão intracraniana, algo muito mais sério do que apenas stress.

Descobrindo o terrível problema

Charlotte Taylor foi encaminhada em fevereiro para o Birmingham Eye Hospital (Hospital de Olhos de Birmingham), o qual pertencente ao sistema público de saúde britânico – conhecido como National Health Service (NHS, ou Serviço Nacional de Saúde) –, e os médicos lhe disseram que ela deveria se dirigir imediatamente até a ala de emergências do estabelecimento.

Exames de tomografia e uma biópsia foram realizados, e assim houve a terrível descoberta: a universitária possuía um tumor cerebral conhecido como glioblastoma de grau IV, a forma mais agressiva deste tipo de câncer – e para piorar a situação, no local em que o tecido maligno se encontra, não é possível fazer uma cirurgia de remoção.

Sem muitas alternativas restantes, Charlotte teve que enfrentar no mês de março dolorosas sessões de quimioterapia e radioterapia. O tratamento deveria ser realizado durante 21 dias consecutivos, mas infelizmente foi suspenso depois da primeira semana, quando o ferimento da biópsia da jovem infeccionou.

Deste modo, teve início uma terapia na qual são empregados antibióticos, e de acordo com o pai da estudante, John Taylor, a segunda rodada da medicação para o câncer poderá voltar a ser administrada em maio, caso Charlotte se recupere da infecção que a afligiu.

Mesmo com um prognóstico desfavorável, John revelou que pretende explorar cada opção possível de cura em favor da filha.

Para tanto, a família Taylor e alguns amigos de Charlotte criaram várias campanhas de captação de recursos para que ela possa tentar intervenções médicas que não são cobertas pelo NHS, as quais incluem terapia de prótons, imunoterapia e um procedimento chamado Tumour Treating Fields – TTF, ou Campos de Tratamento de Tumor –, o qual custa € 21 mil por mês (cerca de R$ 89 mil).