Uma mulher britânica [VIDEO] cuja identidade está sendo mantida em segredo afirmou em um programa transmitido pela rede BBC que seu filho de apenas oito anos de idade foi estuprado por um colega de escola ainda mais novo que ele.

A revelação foi feita nesta quinta-feira (26) no programa "Victoria Derbyshire", o qual recebe o nome de sua apresentadora. Na atração, a mãe entrevistada – chamada ficcionalmente de "Sarah" – se manteve de costas para as câmeras, e contou a horripilante história [VIDEO] que teve como cenário a sua própria residência.

O abuso

Segundo a mulher, o abuso aconteceu em um dia no qual ela convidou o garoto abusador para brincar de montar blocos de "Lego" juntamente com seu filho.

Enquanto as crianças estavam sozinhas no quarto, o visitante fechou a porta do aposento, escorou a maçaneta com uma cadeira para que ninguém entrasse e cerrou as cortinas.

Assim que a dupla estava isolada, o pequeno agressor teria insistido repetidamente para ver os órgãos genitais do filho de "Sarah", alegando que outros meninos sempre faziam aquilo para ele – ao mesmo tempo em que tentava abaixar a roupa de seu anfitrião. O garoto ainda chegou a fazer uma espécie de "chantagem", dizendo que não seria amigo da vítima se eles não "brincassem" daquilo, e foi neste cenário que o estupro acabou acontecendo.

Depois de concluir a agressão sexual, o visitante disse para o filho de "Sarah" não contar o que havia acontecido no quarto aos adultos, pois ele ficaria "zangado" se o segredo fosse revelado.

Entretanto, durante uma conversa na hora de dormir, o menino abusado pareceu transtornado depois que o amigo foi embora de sua casa, e acabou revelando à mãe que, além do episódio do estupro consumado, o colega de escola já havia tentado violentá-lo em quatro ocasiões anteriores.

Polícia de "mãos atadas"

Horrorizada com descoberta, "Sarah" relatou o caso às autoridades e contatou a ONG National Society for the Prevention of Cruelty to Children (NSPCC, ou Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade às Crianças).

Um policial especialista em lidar com casos de abuso infantil conversou com o menino violentado, mas disse à mãe que, como o outro garoto se encontrava abaixo da idade mínima de responsabilização criminal – que no Reino Unido é de 10 anos de idade –, nenhuma acusação judicial seria feita.

Entretanto, a escola das crianças foi avisada, e "Sarah" acredita que a instituição introduziu "medidas de salvaguarda" em torno do perpetrador, de modo que outros incidentes do tipo sejam evitados.

Além disso, serviços de proteção à criança também ficaram cientes do ocorrido.

Conscientização do público

Na entrevista concedida a Victoria Derbyshire, a mãe anônima revelou que o filho já "não é o mesmo garoto" de antes do estupro, demonstrando regularmente propensão a episódios de humor depressivo. Mesmo assim ele apresentou uma melhora recentemente, e chegou a fazer novos amigos.

"Sarah" disse ainda que seu intuito em revelar a chocante história é o de conscientizar o público de que o abuso sexual entre crianças pequenas é mais comum do que se imagina – ela mesma confessou que não havia percebido que alunos de escolas primárias eram fisicamente capazes de violentar seus colegas. Assista a um pequeno trecho do relato:

Contudo, uma organização voluntária com base em Londres chamada MOSAC, que dá suporte a pais e cuidadores de menores de idade que foram abusados por terceiros, enfatiza que "a escala do problema é muito maior". De acordo apenas com relatos recebidos pela entidade, o número de abusos cometidos por crianças subiu de 23 casos em 2013 para 58 em 2017.

Por outro lado, a NSPCC alerta que o quadro é ainda mais preocupante, e afirma que casos de estupros dessa natureza estão ocorrendo "milhares de vezes por ano" no Reino Unido.