As agências de noticiários internacionais e os líderes de diversas nações receberam com entusiasmo o encontro entre os líderes das Coreias do Sul, Moon Jae-Kim e o do Norte, Kim Jong-um, embora haja um contido receio nos noticiários jornalísticos e nas palavras dos líderes de outras nações. Esse não foi o primeiro encontro entre líderes das duas Coreias após a divisão da península ocorrida em 1948.

A Coreia era governada pelo Japão desde 1910, quando em 1943 em conferência realizada no Egito foi estabelecido pela República da China, Reino Unido e Estados Unidos da América (EUA) que a Coreia teria sua independência declarada após a segunda grande guerra.

Dois anos mais tarde em outra conferência realizada na cidade de Yalta, na Criméia foi definido que a URSS exerceria influência sobre o território. Ainda em 1945 ficou acertado que a Coreia seria dividida sem o consentimento de sua nação.

Com a vitória dos aliados liderado por EUA e a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviética (URSS) sobre o eixo, liderado pela Alemanha e que contou com o apoio do Japão, dentre outros, a Coreia foi ocupada ao Norte pelo exército vermelho e ao Sul pelo exército americano. Dessa forma as duas potências dividiram a península Coreana. Em 1950 o exército do Norte invadiu o lado Sul do território Coreano, dando início a guerra que durou 3 anos, estima-se que morreram nos combates mais de duas milhões de pessoas.

Em 1953, foi assinado o armísticio, criando a zona desmilitarizada na fronteira entre os dois países.

Esse tratado colocou um ponto final na guerra, mas não restabeleceu a paz definitiva entre as duas nações que vivem em meio as ameaças de novos conflitos na região.

Alguns episódios fizeram aumentar a tensão entre os países ao longo dos anos, como a morte de 2 soldados americanos, aliados do Sul, por soldados do Norte, ou ainda o ataque de um submarino norte-coreano a uma corveta sul-coreana que afundou, causando à morte de 46 marinheiros em 2010.

Esse encontro rompe com o clima hostil ao qual as grandes potências bélicas e econômicas passam, ora Donald Trump ameaça liquidar o ditador norte-coreano, ora Kim Jong-um diz estar preparado para atacar os USA. Com a mesma tensão vivem os líderes da Russia, Vladimir Putin e Donal Trump, presidente americano, e este com o ditador Sírio Bashar al-Assad.

O que o encontro promovido por Kim Jong-um e Moon Jae-Kim tem de diferente dos encontros de seus antecessores

Diferentemente das tentativas de proximidade de outrora, este foi antecedido por um momento ímpar de união entre os povos.

O mundo aplaudiu o desfile de abertura das olimpíadas de inverno disputada em PyeongChang, Coreia do Sul em fevereiro passado, quando as delegações norte-coreana e sul-coreana desfilaram juntas sob a mesma bandeira, as duas nações formaram um só time para a disputa dos jogos. Essa atitude demostra que o povo dos dois lados querem a abertura de diálogo.

No entanto a primeira tentativa de diálogo após o armísticio ocorreu em 2007, quando os líderes norte-coreano, Kil Jong-il, pai do atual presidente, e o líder sul-coreano, Roh Moo-hyun, sem no entanto chegarem a um concreto acordo de paz, antes porém, o sul-coreano, Kim Dae-Jung, presidente do país de 1997 a 2003 também visitou a Coreia do Norte.

Assim como no último encontro entre líderes dos dois países ocorridos entre os presidentes do norte, Kin Jong-il e o presidente do sul, Roh Moo-Hyn, datado de 2007, os atuais líderes plantaram uma árvore num gesto de união, uma pedra com os dizeres "plante paz e prosperidade" foi colocada no lugar do plantio.

O mundo aguarda ansioso pelos próximos dias, o próximo passo para a paz entre as nações dos dois países será a reunião entre famílias que vivem em lados opostos da península e quer por anos não se veem.

Donald Trump também promete se encontrar com Kin Jong-um, este evento está sendo muito aguardado por todos e deve ocorrer ainda este ano.