O Estado Islâmico, conhecido por suas ações frias e impiedosas, carregadas de ódio e ideologias extremistas, age novamente, reivindicando, desta vez, um duplo atentado em Cabul, capital do Afeganistão. Os ataques terrorista, de acordo com o Ministério do Interior, deixaram 25 mortos e 49 feridos.

Entre os mortos encontram-se seis jornalistas e quatro policiais, ratificou à agência de notícias AFP, Najib Danish, porta-voz do ministério. O atentando feito nesta segunda-feira (30) foi divido em duas partes.

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Tudo começou com a primeira explosão, que, além de fazer muitas vítimas, serviu de chamariz para que jornalistas e policiais fossem alvos de uma segunda explosão. Sem saber o que os esperavam, seguiram para o local do atentado, mas, dessa vez, foram eles os alvos de uma explosão, que teria acontecido 30 minutos depois do primeiro ataque.

Shah Marai, meio francês, foi uma dessas vítimas. Ele era diretor de Fotografia do escritório da Agence France-Presse (AFP) em Cabul, onde trabalhara há 22 anos.

Como todo jornalista nato, cobriu varias ações do regime talibã em seu país, assim como a invasão dos Estados Unidos ao Afeganistão em 2001, após o atentado de 11 de setembro do mesmo ano.

Além de Shah Marai, outros cinco jornalistas foram mortos pela segunda explosão. Um deles trabalhava para uma emissora afegã Tolo News, a qual esteve na mira do regime talibã em 2016, em um ataque que deixou sete mortos.

Propositalmente ou não, já é sabido que tanto os jornalistas, como os meios para os quais trabalham, são alvos constantes de retaliações de grupos extremistas.

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A própria AFP diz que a segunda explosão tinha os jornalistas como alvo.

Para ratificar ainda mais esta linha de pensamento, Hashmat Stanekzai, porta-voz da policia local, disse que um suicida disfarçado de jornalista, com uma câmera em sua mão, se infiltrou em um grupo de profissionais que iam cobrir o ocorrido. O Ministério da Saúde do Afeganistão disse que o número de mortos pode vir a aumentar, fazendo alusão clara aos 45 feridos que correm risco de morte depois de serem vítimas do atentado.

Foram tantos os ataques terroristas em Cabul que a própria Organização das Nações Unidas (ONU) a classificou a capital afegã como o local mais perigoso para os civis, devido ao aumento exponencial dos ataques terroristas, praticados tanto pelo regime talibã quanto também pelos terroristas do Estado Islâmico.