Um homem foi preso pela Polícia e confessou que explorava sexualmente a filha recém-nascida e divulgava imagens na internet, divulgou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em um comunicado divulgado nessa segunda-feira (2). O homem, identificado como Derrick Joseph Rady, de 36 anos, confessou os crimes em um tribunal federal e foi acusado de exploração sexual de menor e distribuição de fotos de crianças em poses eróticas.

A prisão ocorreu a partir das denúncias de dois gigantes da internet, o Facebook e Google, que reportaram ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas suposta divulgação de material sexual envolvendo crianças em suas redes, informou a emissora de televisão KTVN-TV, afiliada à CBS.

O FBI, que é a polícia federal norte-americana, o Departamento de Polícia de Reno, o gabinete do Xerife do Condado de Washoe e o gabinete do Procurador-geral de Nevada também estão ajudando na investigação de Rady, que foi preso pela Força-Tarefa contra a Exploração Infantil do Norte de Nevada.

Depois que a queixa foi registrada, membros da Força-Tarefa emitiram mandados de busca, e a polícia apreendeu vários dispositivos eletrônicos da residência do acusado que continham material erótico envolvendo crianças. A exploração sexual tem uma pena mínima obrigatória de 15 anos e máxima de 30 anos de prisão.

Além disso, a distribuição de material erótico envolvendo crianças tem uma pena mínima de 5 anos e máxima de 20 anos de prisão. Uma audiência para o caso de Rady, que mora em Reno, está agendada pela procuradora assistente Shannon M.

Bryant para 27 de junho. Após a sentença, Rady também será obrigado a registrar-se como criminoso sexual sob a Lei de Registro e Notificação de Delinquentes Sexuais [VIDEO].

Outro caso de exploração sexual infantil

Em outro incidente semelhante envolvendo um pai e a filha, um homem de Wisconsin, também nos Estados Unidos, publicou um anúncio no Craigslist, site norte-americano de anúncios classificados, para vender a filha de 4 anos para ter relações sexuais com estranhos. Andrew James Turley, de 30 anos, foi sentenciado, em 23 de março, a 60 anos de prisão, depois que um júri no Condado de Harris, no Texas, o condenou por tráfico de crianças e compulsão à prostituição de menores.

De acordo com o site do jornal Washington Post, Turley disse a seus clientes que daria alguns medicamentos para a filha dormir antes dos encontros e cobraria US$ 1 mil por duas horas (cerca de R$ 3.300). Um policial disfarçado se passou como cliente e chegou a um apartamento em Houston, onde Turley estava com a filha.

O policial encontrou a menina deitada nua e sem reação debaixo de um cobertor no apartamento, que era compartilhado pela criança e a mãe.

“Este caso partiu meu coração. Um pai deveria ser um protetor, não um predador. Os jurados viram a necessidade de mantê-lo fora de nossa comunidade”, disse Stewanna Miskell, uma das promotoras de Justiça que atuou no caso.

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