Um policial da cidade de Toronto, no Canadá, se recusou a atirar no suspeito de avançar com uma van em direção a uma multidão de pedestres nessa segunda-feira (13), matando 10 pessoas. A calma do policial no momento da abordagem foi elogiada.

Quando o agente se aproximava do suspeito, ele alegou estar em posse de uma arma de fogo e o policial não se precipitou. A Polícia de Toronto identificou o homem preso como Alek Minassian, 25 anos, sem antecedentes criminais, morador de Richmond Hill, cidade da região metropolitana de Toronto.

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Segundo o site canadense Global News, imagens de uma testemunha mostraram que, no momento da abordagem policial, o suspeito gritou: "Mata-me". Porém, o oficial respondeu: “Não, deite no chão”.

Quando o suspeito disse “wu tenho uma arma no bolso”, o policial respondeu: “Eu não me importo. Abaixe-se."

O policial alertou para que o suspeito se entregasse ou poderia ser baleado. "Atire na minha cabeça", disse o suspeito, antes de ser contido sem nenhum disparo ter sido efetuado pelo policial.

A prisão foi elogiada como um bom exemplo de contenção da polícia no meio de uma situação caótica em um dos ataques mais violentos da história do Canadá. O Serviço de Polícia de Toronto não quis divulgar o nome do oficial envolvido no impasse, mas disse ser um policial muito experiente.

“É evidente que o suspeito estava tentando ser executado pelo policial. Ele estava realmente a procura de um suicídio", disse à agência Reuters Gary Clement, superintendente aposentado da Policial Real Montada Canadense, com 34 anos de experiência em policiamento.

"Eu diria que esse indivíduo conheceu o policial certo", afirmou Clement. Segundo ele, "ninguém sabe como eles vão reagir, e ele reagiu de maneira muito madura.”

O ataque

No início da tarde dessa segunda-feira (23), em Toronto, no Canadá [VIDEO], Alek Minassian, de 25 anos, atropelou uma multidão de pedestres que caminhava numa calçada da Rua Yonge, ao Norte da cidade canadense. Uma testemunha que presenciou o ataque disse que “todo mundo gritava 'pare o carro!', mas ele continuou atropelando as pessoas”.

Outra testemunha disse que o suspeito avançava atropelando um a um e que em um momento ela viu um carrinho de bebê partido ao meio. O atropelamento em massa ocorreu a cerca de 30 quilômetros do Centro de Toronto, onde os ministros do Exterior dos países do G7 se reuniram na segunda-feira.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse estar acompanhando o caso desde o início e que seus sentimentos está com todos que foram afetados com o ataque. O prefeito de Toronto, John Tory, disse a um jornal local que a investigação sobre o caso “será complicada” e até o momento não há ligações do suspeito com grupos terroristas. Nenhum grupo extremista assumiu a autoria do ataque.