Em todos nos cantos da Venezuela a principal pauta das conversas de moradores são as eleições presidenciais previstas para o dia 20 de maio. O clima eleitoral nutre debates intensos e, muitas vezes, inflamados por todo o país. Nicolás Maduro quer manter-se no poder, mas o oposição trabalha intensamente para evitar que isso ocorra, tanto que conseguiu adiar o pleito previsto, inicialmente, para ser realizado no dia 22 de abril.

Enquanto oposição e situação disputam a preferência do eleitorado, os Estados Unidos insistem em envolver-se no imbróglio e buscam, a qualquer custo, suspender as eleições. Nesta segunda-feira (7), o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, discursou durante sessão especial do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi direto ao ponto. O vice-presidente reiterou que os EUA não apoiam o que ele chamou de "fraude" e exigiu que "eleições reais" fossem organizadas na Venezuela.

Ainda no discurso em Washington, Pence solicitou que o país latino-americano foi retirado da OEA - enfatizando que a entidade tem compromisso com a democracia - e anunciou a imposição de sanções a três venezuelanos e a 20 empresas, a maioria delas ligadas à Venezuela, suspeitas de envolvimento com lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

Sabe-se, porém, que a própria Venezuela deu entrada no processo de desligamento da OEA em 2017 e que deve ser concretizado em abril de 2019.

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Curiosidades

Desta feita, a solicitação do vice-presidente foi duramente rebatida pelo governo Venezuelano que ressaltou não ter o menor interesse em permanecer na organização.

Apesar das ofensivas norte-americanas para evitar suposto pleito fraudulento, a data para a realização das eleições presidenciais venezuelanas está mantida. Não se sabe é o que vai acontecer nessas eleições. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo instituto americano Atlantic council, em abril deste ano, quase metade dos entrevistados afirmou que não pretende votar no próximo dia 20.

A pesquisa revelou ainda um grande índice de desconfiança dos venezuelanos na veracidade dos resultados finais das eleições. Vale ressaltar que na Venezuela o voto não é obrigatório. A pesquisa realizada entre os dias 25 de fevereiro e 7 de março de 2018 ouviu 1.000 pessoas em diversas partes do país.

Portanto, apesar de faltar credibilidade e boa parte dos eleitores pensarem em não votar nesse pleito, tudo nos leva a crer que as eleições previstas para o dia 20 de maio deste ano na Venezuela não serão suspensas como exigiu o governo dos EUA.

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